quinta-feira, 30 de março de 2017

(TODAS AS IMAGENS GOOGLE)
O PARAÍSO NA TERRA – Shangri-Lá
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre 

Quem não gostaria de viver cem anos ou mais?
O homem sempre procurou descobrir a fonte da juventude.
A alquimia, por exemplo, desde a antiguidade – na Mesopotâmia e no Egito antigo, entre outros – tinha como um dos seus quatro objetivos principais a obtenção do “Elixir (líquido aromático e medicamentoso) da longa vida” que curaria todas as doenças e daria vida longa a quem o ingerisse.
E o que você diria se encontrasse uma mulher de quarenta anos com aparência de adolescente? Ou ainda se conhecesse uma mulher de 65 anos prestes a dar à luz?
Elas existem e vivem em um lugar onde a MAIORIA das pessoas vive mais de 110 anos e quase nunca ficam doentes!
A aparência desse povo, diferentemente, dos povos vizinhos lembra a dos europeus. Falam um idioma local o “burushaski” e seguem o islamismo, especificamente o ismaelita. O pensamento ismaelita apresenta uma visão em sete ciclos ou eras, cada uma iniciada por um profeta: Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus, Maomé e o último será Ismael. É uma vertente do islã bastante moderada.
A pergunta que deve estar sendo feita agora, é provavelmente: mas aonde fica esse paraíso terrestre? Esse “oásis” da juventude?
Localiza-se nas montanhas do Himalaia ao norte da Índia, entre os territórios da Caxemira e Paquistão a aproximadamente dois mil e quinhentos metros de altitude. É um vale verdejante – um oásis – embora, cercado por montanhas geladas ou áridas. Onde existem grandes pomares de cerejas, pêssegos, nozes, avelãs, amêndoas, além de plantações de trigo e batata.
O local se chama Vale de Hunza e as pessoas que o habitam são conhecidos como o povo do Vale de Hunza.  
A dieta dos hunzas, segundo o médico escocês Dr. McCarrison – que viveu no local por sete anos – pode explicar a longevidade.
Alimentam-se de batatas, feijão, ervilhas, cenouras, nabos, abóboras, espinafre, alface, maçãs, peras, pêssegos, apricot, cerejas, amoras, leite, queijo de ovelha, iogurte, nozes, amêndoas, avelãs e um pão chamado “chapatti” que comem em todas as refeições. O “chapatti” é feito com as farinhas de trigo integral, de cevada, de trigo mourisco (sarraceno) e de milho.
A carne é comida em ocasiões raras (festas) e sempre em pequenas quantidades.
Fazem duas refeições por dia e a primeira é ao meio dia, mesmo aqueles que trabalham arduamente na agricultura, executam os serviços de estômago vazio.
Homens e mulheres, levantam-se por volta das cinco horas da manhã, trabalham pesado na agricultura, em uma região de grandes desníveis (região montanhosa), sem nenhuma aparência de fadiga, mesmo aqueles que têm mais de oitenta anos de idade.
As mulheres, inclusive as que têm idade avançada, permanecem esbeltas e caminham com grande elegância. Não conhecem a obesidade. Há casos, e não poucos, de homens e mulheres que têm filhos aos noventa anos.
Detentores de saúde excepcional não conhecem o câncer e o infarto. Não sofrem de artrite, varizes, problemas intestinais, úlceras gástricas e apendicites. As crianças não sabem o que é caxumba, sarampo ou varicela e a mortalidade infantil é muito baixa.
São alegres e felizes, estão sempre de bom humor e não conhecem o “stress”.
Não se aposentam, trabalham até idade avançada com alegria e disposição, apenas adequam as atividades às suas idades.
Muito recentemente falávamos de qualidade de vida. Pois parece que um grupo pequeno, aproximadamente, sessenta mil pessoas, que tem boas escolas, não tem criminalidade e nem tampouco grupos terroristas radicais, embora os países ao seu redor sejam redutos desses grupos, encontrou uma forma coletiva de bem viver.
A comparação com Shangri-Lá, Lost Horizon (Horizonte Perdido), criação literária do inglês James Hilton, em 1925, é imediata.  Hilton a descreve como um lugar paradisíaco entre as montanhas do Himalaia, e onde as pessoas vivem em harmonia, envelhecem muito lentamente, são felizes e não adoecem.
A semelhança é enorme, será que o autor conheceu essa região ou ouviu referências sobre ela?
Fato marcante é a existência desse lugar e a prova de que, com uma conduta alimentar saudável e sensatez no pensar e no agir, a vida humana pode dar um salto qualitativo sem precedentes em nossa cultura!

Bibliografia: The Hunza Valley e Natureba. 

3 comentários:

  1. Muito legal Celso.Gosto muito do filme Horizonte Perdido (a última versão,com Peter Finch e Olivia Hussey).Abrçs.!!!!

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  2. Respostas
    1. Muito legal mesmo! Me deu vontade de deixar o stress de São Paulo...
      Maurício

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