
(TODAS AS IMAGENS GOOGLE)
O
PARAÍSO NA TERRA – Shangri-Lá
Quem não gostaria de viver cem anos ou mais?
O homem sempre procurou descobrir a fonte da juventude.
A alquimia, por exemplo, desde a antiguidade – na
Mesopotâmia e no Egito antigo, entre outros – tinha como um dos seus quatro
objetivos principais a obtenção do “Elixir (líquido aromático e medicamentoso)
da longa vida” que curaria todas as doenças e daria vida longa a quem o
ingerisse.
E o que você diria se encontrasse uma mulher de quarenta
anos com aparência de adolescente? Ou ainda se conhecesse uma mulher de 65
anos prestes a dar à luz?
Elas existem e vivem em um lugar onde a MAIORIA das pessoas
vive mais de 110 anos e quase nunca ficam doentes!
A aparência desse povo, diferentemente, dos povos vizinhos
lembra a dos europeus. Falam um idioma local o “burushaski” e seguem o islamismo,
especificamente o ismaelita. O pensamento ismaelita apresenta uma visão em sete
ciclos ou eras, cada uma iniciada por um profeta: Adão, Noé, Abraão, Moisés,
Jesus, Maomé e o último será Ismael. É uma
vertente do islã bastante moderada.
A pergunta que deve estar sendo feita agora, é provavelmente:
mas aonde fica esse paraíso terrestre? Esse “oásis” da juventude?
Localiza-se nas montanhas do Himalaia ao norte da Índia, entre
os territórios da Caxemira e Paquistão a aproximadamente dois mil e quinhentos
metros de altitude. É um vale verdejante – um oásis – embora, cercado por
montanhas geladas ou áridas. Onde existem grandes pomares de cerejas, pêssegos,
nozes, avelãs, amêndoas, além de plantações de trigo e batata.
O local se chama Vale de Hunza e as pessoas que o habitam são
conhecidos como o povo do Vale de Hunza.
A dieta dos hunzas, segundo o médico escocês Dr. McCarrison
– que viveu no local por sete anos – pode explicar a longevidade.
Alimentam-se de batatas, feijão, ervilhas, cenouras, nabos,
abóboras, espinafre, alface, maçãs, peras, pêssegos, apricot, cerejas, amoras,
leite, queijo de ovelha, iogurte, nozes, amêndoas, avelãs e um pão chamado
“chapatti” que comem em todas as refeições. O “chapatti” é feito com as
farinhas de trigo integral, de cevada, de trigo mourisco (sarraceno) e de
milho.
A carne é comida em ocasiões raras (festas) e sempre em
pequenas quantidades.
Fazem duas refeições por dia e a primeira é ao meio dia,
mesmo aqueles que trabalham arduamente na agricultura, executam os serviços de
estômago vazio.
Homens e mulheres, levantam-se por volta das cinco horas da
manhã, trabalham pesado na agricultura, em uma região de grandes desníveis
(região montanhosa), sem nenhuma aparência de fadiga, mesmo aqueles que têm
mais de oitenta anos de idade.
As mulheres, inclusive as que têm idade avançada, permanecem
esbeltas e caminham com grande elegância. Não conhecem a obesidade. Há casos, e
não poucos, de homens e mulheres que têm filhos aos noventa anos.
Detentores de saúde excepcional não conhecem o câncer e o
infarto. Não sofrem de artrite, varizes, problemas intestinais, úlceras
gástricas e apendicites. As crianças não sabem o que é caxumba, sarampo ou
varicela e a mortalidade infantil é muito baixa.
São alegres e felizes, estão sempre de bom humor e não
conhecem o “stress”.
Não se aposentam, trabalham até idade avançada com alegria e
disposição, apenas adequam as atividades às suas idades.
Muito recentemente falávamos de qualidade de vida. Pois
parece que um grupo pequeno, aproximadamente, sessenta mil pessoas, que tem
boas escolas, não tem criminalidade e nem tampouco grupos terroristas radicais,
embora os países ao seu redor sejam redutos desses grupos, encontrou uma forma coletiva
de bem viver.
A comparação com Shangri-Lá, Lost Horizon (Horizonte
Perdido), criação literária do inglês James Hilton, em 1925, é imediata. Hilton a descreve como um lugar paradisíaco
entre as montanhas do Himalaia, e onde as pessoas vivem em harmonia, envelhecem
muito lentamente, são felizes e não adoecem.
A semelhança é enorme, será que o autor conheceu essa região
ou ouviu referências sobre ela?
Fato marcante é a existência desse lugar e a prova de que,
com uma conduta alimentar saudável e sensatez no pensar e no agir, a vida
humana pode dar um salto qualitativo sem precedentes em nossa
cultura!
Bibliografia: The Hunza Valley e Natureba.
Muito legal Celso.Gosto muito do filme Horizonte Perdido (a última versão,com Peter Finch e Olivia Hussey).Abrçs.!!!!
ResponderExcluirMuito interessante, Celso.
ResponderExcluirMuito legal mesmo! Me deu vontade de deixar o stress de São Paulo...
ExcluirMaurício