quarta-feira, 20 de maio de 2026

 

RAONI

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre


Bom dia, à vida, à nova vida que chega.

A vida: "Esse milagre de Deus".

A revelação da essência divina, herança de cada filho do Criador.

Faça-se Luz, determinou o Senhor e assim foi e continuará sendo por toda a eternidade. Perpetuada em cada nova criança que nasce.

Seja muito bem-vindo, Raoni!

 


domingo, 5 de abril de 2026

2026/04/05, DOMINGO DE PÁSCOA

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre


Amanhece um novo dia sob o céu azul... um domingo de Páscoa, entretanto, cheio de preocupações.

A Páscoa cristã comemora a ressureição de Cristo, a passagem da morte para a vida eterna.

Ressureição é ressurgir para uma nova vida é trazer um novo significado para a vida, um novo sentido.

A Páscoa para os hebreus significa a libertação da escravidão no Egito – à época de Moisés – a travessia do deserto até à terra prometida.

Nos dias de hoje o sentimento é de sofrimento e falta de liberdade, através de crises econômicas, desemprego, de regimes políticos opressores e hipócritas, de corrupção e problemas sociais que escravizam a dignidade humana.

A terra prometida é a esperança, é a jornada para uma nova Terra, um novo planeta, um futuro melhor através da transformação. A fuga dos hebreus do Egito, a Páscoa – Pessach termo hebreu –, que significa ultrapassar, superar, elevar-se acima das dificuldades.

É preciso modificar o rumo dos acontecimentos e para isso é preciso renovar pensamentos, deixar a omissão, transformar-se em agente da mudança. Cada mente humana é poderosa, utilizar esse poder tomando consciência e vibrando na paz, orando e acreditando no bem.

Que o espírito da Páscoa seja como bálsamo sobre cada um, sobre a humanidade, iniciando assim o seu despertar. 


 

quarta-feira, 25 de março de 2026


GRATIDÃO PELA VIDA

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Quantas atitudes erráticas tomadas, desde os mais tenros anos, que poderiam ter dificultado ou impedido a nossa chegada até os momentos atuais.

Quantas vezes fomos protegidos do perigo, aconselhados a mudar a rota ou a pensar mais, evitando uma tomada de decisão precipitada e equivocada.

Quantas situações levadas pela adrenalina, irresponsavelmente agindo em nome do ego.

Qualquer uma dessas situações pode levar o ser humano à uma existência mais curta ou a limitações do corpo físico, assim como a paraplegia ou a tetraplegia.

Entrementes o Altíssimo nos protege sutilmente, permitindo, na predominância das vezes, superarmos todo esse rol de acidentes.

Infelizmente, nem sempre, reconhecemos e agradecemos. Bem como, não percebemos que a “Vida” é uma dádiva para o progresso. Todavia, lesões medulares, doenças neurológicas graves e redução da expectativa de vida, podem prejudicar a nossa jornada evolutiva.

É fato a necessidade de zelarmos pelo nosso patrimônio físico e intelectual, não correndo riscos desnecessários, empregando nosso tempo de forma útil.

Fazer parte da Obra Divina como aprendizes e colaboradores é factível.

A escolha é nossa!


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

 

OBJETIVOS VERSUS AMOR

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Ouve-se com muita insistência: “A vida precisa ser vivida com objetivos, pois sem objetivos não se chega a lugar algum”, todavia, se você continuar focado “unicamente” nos objetivos, vai acabar perdendo os verdadeiros tesouros da vida...

Quantos não percebem o olhar de súplica de um filho pequeno que quer um pouco de atenção; seja para brincar e para ouvir o que eles têm de importante para dizer. Mas,  diversas vezes ouvem desculpas do tipo, agora não posso meu filho, não tenho tempo ou estou cansado, ou ainda, estou assistindo algo importante ...  

Há algum tempo ouvi uma história de um pai que trabalhava muito.  Ele saía cedo, quando seu filho ainda dormia e retornava tarde da noite, quando seu filho dormia novamente. O garoto, por vezes, até que tentava, mas acabava dormindo antes da chegada do pai. Um dia ele teve uma ideia, esperou um domingo e perguntou ao pai quanto ele ganhava por hora. O pai surpreso respondeu, por que você quer saber? O garoto respondeu: "É que eu ganhei de aniversário um dinheiro do vovô, juntei com o que eu tenho guardado e quero ver se eu consigo pagar uma hora para o senhor ficar comigo, para podermos brincar” ... 

Interessante, “tempo” na Bíblia pode significar o tempo cronológico, dias, meses, anos, e o “tempo certo” ou o tempo oportuno de Deus, que inclui conceitos de eternidade e de remissão do tempo, que significa usar o tempo sabiamente para a glória de Deus, ou seja, manifestação da grandeza, santidade e beleza divinas em toda a criação; que traduz "o momento certo" ou "oportuno": um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece.

Que, em nossa opinião, manifesta a remissão do tempo, ou seja, no exemplo, remete o pai do garoto a valorizar a verdadeira grandeza. O amor do seu filho.

O propósito ou objetivo da vida e sua importância relativa frente o Amor. 

Religiosamente é, em síntese, viver a jornada terrestre de forma a alcançar um estado espiritual superior, tendo o amor como principal sentimento.

Filosoficamente é alcançar a felicidade plena, através do amor, amar e ser amado

O amor, unanimidade como o sentimento mais importante para uma vida absolutamente plena. 


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

 

MARIA, MÃE SANTÍSSIMA

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Diante da cruz infame, Maria era a imagem de uma dor profunda e inesquecível.

Lembranças transportavam-na para o momento mágico, quando o Arcanjo Gabriel, anunciou que ela conceberia e daria à luz um filho chamado Jesus. Quando o profeta Simeão reconhece no bebê o Messias. Nesse instante supremo, Maria revia a manjedoura e parecia ouvir novamente o cântico de glória. Admirava-o por suas sábias perguntas, por suas brincadeiras e correrias dentro da casa simples, feita de pedra e barro, com apenas um cômodo.

As atitudes e os sentimentos íntegros de Jesus aconteciam desde pequeno, as palavras consoladoras que brotavam em seus lábios a fraternidade para com os desamparados e os tristes, as mãos minúsculas que conduziam desconhecidos tal qual irmãos.

Miseráveis louvavam-no, pois distribuía as bençãos do Céu.

Mais tarde, já adulto abraçava sua missão Celestial: “Paralíticos andavam, cegos voltavam a enxergar, os sedentos de amor eram saciados por suas lições”.

Nesse ínterim, Maria é trazida ao presente por insultos e zombarias de parte da multidão desvairada, instigada por sacerdotes contra Ele.

Rapidamente, mulheres ao seu lado passam a consolá-la... e alguém toca levemente seu ombro, era João que a abraça em apoio.

Nesse momento, já em agonia, Jesus, move a cabeça e diz: “Meu filho, meu amado filho... Mãe, eis aí teu filho! Filho, eis aí tua mãe! Ali, juntos, ficaram até a retirada de Jesus.

Nos dias seguintes, os discípulos partem para regiões diferentes empenhados na difusão da Boa-Nova.  Maria retira-se para a Bataneia, onde alguns parentes mais próximos a esperavam com especial carinho.

Os anos começaram a passar, silenciosos e tristes, para a angustiada saudade de seu coração.

Tocada por grandes dissabores, observou ásperas discussões entre os seus seguidores, assim como a formação de uma soberba espiritual em alguns.

Nesses momentos relembrava de Jesus trazendo Deus entre os homens.

A esse tempo, João, que levava a Boa-Nova, por outros rincões,  vai à Bataneia e encontra Maria. Conta-lhe a vida em Éfeso (na atual Turquia), onde o número de cristãos aumentava e a convida para seguir com ele, onde trabalhariam em conjunto.

A casinha pobre, distante, doada por um poderoso convertido ao amor, situava-se no alto de uma colina de onde avistava-se o mar, era como um altar da natureza. Seria o refúgio para os desamparados e, como mãe e filho lá ensinariam as verdades do Evangelho.

Em semanas, transformou-se em ponto de encontro dos humildes e sinceros. Assembleias memoráveis lá aconteciam, às vezes, iam até noite alta quando as estrelas tinham maior brilho. Decorridos alguns meses, grandes fileiras de necessitados acorriam ao sítio singelo e generoso. Enquanto João pregava na cidade as verdades de Deus.

Sua choupana era, então, conhecida pelo nome de “Casa da Santíssima”. Um pobre leproso, depois de aliviado em suas chagas, lhe beijou as mãos, murmurando: “Senhora, sois a mãe de nosso Mestre e nossa mãe Santíssima”.

João consolidava o conceito, pois somente a grandeza espiritual dela permitiu a vinda do emissário de Deus, através da nossa atmosfera pesada, escura e de baixa vibração. Maria, na sua humildade sincera, se esquivava das homenagens.

Diariamente, atendia os desamparados que buscavam suas palavras confortadoras.

Assim se passaram os dias, as semanas, os meses e os anos incessantes. a velhice não lhe acarretava nem cansaços, nem amarguras.

Suas meditações eram suaves, lembrava-se do filho amado. Às vezes, perfumes vagos, preenchiam a sua alma.

Súbito, recebeu notícias sobre dolorosas perseguições contra os fiéis a Jesus, eram escravizados, presos e muitos serviam de alimentos às feras.

Num crepúsculo estrelado, Maria entregou-se às orações, como de costume, pedindo a Deus por todos.

O ambiente era de soledade, mas não se sentia só, uma força singular lhe banhava a alma.

Extasiada nas suas meditações, Maria viu aproximar-se o vulto de um pedinte.

Como tantos outros disse: “Venho fazer-te companhia e receber tua benção”!

O peregrino lhe falou do Céu, de uma forma bela e inspiradora...

Que mendigo seria aquele que lhe acalmava as dores da alma? Nenhum lhe surgira até então para dar, era sempre para pedir.

Esse, trazia conforto espiritual, através da voz confiante e suave... os olhos de Maria umedeceram...

Foi quando ele lhe estendeu as mãos e falou: “minha mãe!” Nas mãos, ela viu duas chagas... olhou ansiosa para os pés, viu os ferimentos dos cravos...

Deus lhe enviava Jesus... Maria clamou com alegria: “meu filho! meu filho!

Ela tentou ajoelhar-se, Ele, porém levantando-a envolvido por uma auréola de luz celestial, se ajoelhou aos seus pés e, beijando-lhe as mãos disse: “Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a rainha dos anjos...

No outro dia, João, avisado por dois portadores, regressa para assistir os últimos instantes da Mãe Santíssima.

Na alvorada aquela Alma Eleita se eleva da Terra.  Multidões de entidades angélicas à sua volta cantam hinos de glorificação.

Antes de se afastar da Terra ela deseja rever a Galileia. bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região.

Lá, reviu todos os quadros do apostolado de seu filho.

A Caravana Espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos... Esse pensamento imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto. 

Em poucos instantes avistava a cidade soberba e maravilhosa.

Mas, logo, seu olhar, indo além das aparências, descobre uma multidão que não estava nas vias públicas, mas em cárceres sombrios, onde centenas retratavam padecimentos atrozes.

Maria se aproxima de um a um, os condenados experimentam no coração um consolo desconhecido. Era a luz misericordiosa de seu espírito.

Ela desejou deixar-lhes uma lembrança eterna. Rogou ao Céu que lhe desse a oportunidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.

Aproximou-se de uma jovem encarcerada, magérrima e pálida e lhe disse ao ouvido: “Canta minha filha! Convertamos as nossas dores na Terra em alegrias para o Céu”!...

De olhos estáticos para cima, como a visualizar o firmamento e ignorando a razão de sua alegria inesperada, cantou um hino de amor a Jesus, transformando todas as suas amarguras em esperanças.

Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que antes choravam no cárcere. E, agora aguardavam o glorioso testemunho.

Logo a Caravana Majestosa conduziu ao reino do Mestre a bendita entre as mulheres, a nossa Mãe-Santíssima.

 

OBS.: Síntese do capítulo sobre Maria, da obra “BOA NOVA”, psicografada por Chico Xavier e ditada pelo Espírito Humberto de Campos. 

 



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

 

A MÚSICA E O INSTANTE MÁGICO

(REED)

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Há alguns anos Douglas vivia só. Paula, seu grande amor de adolescência havia deixado esta existência e seus dois filhos Gabriel e Carla moravam no exterior.

Aproximava-se o Natal e aquelas lembranças dominavam seus pensamentos.

Lembrava-se, como se fosse há apenas alguns dias, de quando a havia visto pela primeira vez, na escola. Ele estava na quadra de “volleyball” quando ela surgiu diante do sol poente. O contorno de seu corpo estava envolvido pela luz alaranjada da Estrela diurna, seus cabelos, castanho-escuros, longos e lisos moviam-se ao sabor do vento, seu andar seguro e delicado demonstrava segurança. A troca de olhares foi inevitável, pois ele estava encantado, ela sorriu e abaixou a cabeça, ainda bem, pois assim, talvez, ela não tenha percebido como ficara enrubescido...

Como ele faria para falar com ela? Comentou com Laerte, amigo e colega de escola, sobre sua dúvida, que o aconselhou a aproximar-se dela na “Festa das Nações” que aconteceria no sábado daquela mesma semana. Era o que faria. E, se aproximaria através do Correio Elegante.

Conversaram bastante na festa. Mais tarde, ainda naquela noite em casa, a lembrança dela não o deixava dormir, aqueles olhos quase negros, demonstravam sinceridade... Ele estava apaixonado!

Lembrou-se, também, do convite que ela lhe fizera para a festa de seu aniversário de 14 anos. E, da sua dúvida para lhe comprar um presente.

Mas, como o céu é cúmplice dos enamorados, o cupido sussurrou-lhe: presentei a garota com um buquê de rosas vermelhas. E assim o fez. Foi o presente o qual ela mais gostou.

Fazia muito tempo, mas era tão claro em sua mente que parecia ter acontecido ontem.

Normalmente seus filhos voltavam nessa época do ano, mas desta vez não conseguiriam.

Douglas preparou uma ceia simples, apenas para si mesmo. Decidiu que iria utilizar o momento de solidão na noite de Natal para aproveitar ao máximo suas lembranças.

Hoje, pensou, nada de altas risadas, apenas o som de músicas de Natal. Objetivando um clima intimista de festividade e nostalgia.

Montou sua mesa com alguns pratos, entre os quais, frutas secas e um bom vinho.

E, claro, colocou algumas antigas músicas natalinas.

Antes, porém, ao som de “Silent Night” que, aliás, ouviu diversas vezes naquela noite, leu o conto de Leon Tolstói, “Onde existe amor, Deus aí está”. Se empolgou tanto que o leu em voz alta.

O ambiente que já estava leve ficou, como que, tocado por algo sublime.

Por vezes seus olhos marejavam de emoção.

Pensava no encanto daquele momento que, embora sozinho, lhe acariciava a alma.

Em determinado momento, a cantiga de Natal “Silent Night” tornou-se mais bela do que nunca... um instante mágico em que a intensidade da música atingiu o seu auge, gerando uma experiência transcendente.

No dia seguinte pela manhã, Laerte bateu à porta para lhe dar um abraço de Natal. Insistiu, mas ninguém veio atendê-la, embora o carro estivesse na garagem. Percebendo que a porta estava destrancada entrou.

Ao chegar à sala de jantar vê o corpo de Douglas inerte no chão, rapidamente debruça-se para auscultar seu coração, mas nada ouve... Douglas fizera a sua última viagem. Ao se levantar, observou que o rosto dele parecia sorrir, ao seu lado havia uma rosa vermelha, o ambiente estava impregnado de perfume, um perfume de mulher, seu aroma era conhecido, mas de quem seria?

Lembrou-se então, a rosa vermelha evocava o buquê de rosas, e o aroma no ar, o preferido de Paula...

sábado, 15 de novembro de 2025

QUE SAUDADE DO CAMPINHO

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Às vésperas de completar 73 anos, minha mente está povoada de recordações. A mais antiga é a de uma viagem com destino ao SESC Bertioga, lá pelos idos de 1957, ou talvez, 1958, com meus pais e minha irmã, ainda bebê, meu irmão caçula não era nascido,. Lembro-me do ônibus da Cometa que furou o pneu dianteiro, das imagens da viagem de barca, de Santos, até a chegada à praia de Bertioga, de um barco relativamente pequeno na areia, próximo de um canal, de onde avistava-se uma capela.

Recordo-me do meu pai fazendo a barba, em um sábado qualquer de 1959, enquanto ele ouvia na rádio Bandeirantes o programa, “Jornadas Esportivas”, cuja trilha sonora do programa era “The Eyes of Texas” (Os Olhos do Texas).

Aliás, aos sábados, esperávamos com ansiedade o delicioso lanche “bauru” feito na chapa de ferro, era uma sanduicheira, colocada sobre uma das bocas do fogão.

CHAPA DE FERRO

Ah, não poderia deixar passar as vendas de porta em porta, do “Seu Agostinho” que passava todas as semanas com sua carroça, vendendo frutas e um senhor que aos sábados vinha com uma Pick-Up, marca Studebaker, vendendo Guaraná Caçula da Antarctica...(Aliás, o músico Caçulinha tem esse apelido por causa desse guaraná). 

 

                      STUDEBAKER    1951                                 PROGAGANDA DOS ANOS 1950


As lembranças são muitas. A primeira escola, o Jardim da Infância, a professora Dona Aninha, depois o primeiro ano, com Dona Laura; o despertar da paixão pelo cinema, através das matinês; as ruas e suas casas com jardins, seus grandes terrenos; a primeira televisão em 1961; e o famoso campinho*, na realidade, uma área enorme com apenas algumas casas, lá era onde eu empinava pipas à sombra de uma ameixeira, jogava bola, participava das “batalhas” de mamona e andava de bicicleta...

E, hoje eu não vejo nada que lembre o campinho, nenhuma das suas diversas trilhas percorridas por crianças que lá brincavam, por pessoas que apressadas cortavam caminho... tudo agora é apenas lembrança.

Muitas das antigas casas diante das quais eu passava apressado para as matinês, não mais existem, em seus lugares, frios edifícios retilíneos sem personalidade, com moradores que não dizem mais bom-dia, como vai ou mande lembranças... Ah, as lembranças. Lembranças das ruas tranquilas, ainda de paralelepípedos, quase sem veículos, onde, às tardes nas calçadas, pessoas conversavam animadamente. Cada bairro tinha sua personalidade, armazéns, padarias, barbeiros que eram na maioria das vezes conhecidos pelos nomes de seus proprietários. Lembro-me bem de minha mãe pedindo para eu comprar algo no armazém dos “ Irmãos Piatto”.   

Não me queixo, tampouco, lamento, apenas deixo virem os bons momentos de outrora.

Como disse alguém: “E o tempo passou... como nuvem em céu de verão, sem deixar rastro de sua pressa”. 

Saudades... 

Obs.: *O “Campinho” ficava entre as ruas José Bonifácio, Armando Sales de Oliveira e a travessa Monteiro Lobato.

Foto do Grupo Público “Antiga São Bernardo do Campo” Década de 1950 na rua principal da cidade. 



sábado, 11 de outubro de 2025

APENAS UMA VISÃO DA VIDA

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Há algum tempo, eu escrevi sobre o antigo filme “It’s A Wonderful Life”, literalmente “É uma Vida Maravilhosa” e que no Brasil recebeu o nome “A Felicidade não se Compra”, a história é uma linda mensagem de Natal.

Os leitores costumam comentar as publicações, e um deles, após ler sobre “A Felicidade não se Compra”, me deixou em dúvida quanto ao que deveria responder, pois não queria, como não quero agora, ser interpretado como alguém que tem todas as respostas. Mas, senti que deveria levar algo positivo e, recentemente ouvindo uma mensagem, encontrei as palavras.

Eu já tive uma visão da vida menos otimista, mas gradativamente, depois de quase quarenta anos de estudo e trabalho na doutrina espírita passei a enxergá-la com outros olhos.

Os problemas do dia a dia assustam. Alguns têm problemas na família, outros tantos por término de relacionamento, diversos porque estão desempregados, vários queriam ter a vida mais alegre e assim por diante. O segredo, me parece, é olhar a vida com sabedoria, isso significa acolher o que a vida proporciona e, o mais importante, transformar no melhor resultado possível.

Porque, nem sempre se tem aquilo que o ego quer. Muitas vezes o que eu desejo para mim, baseado no entendimento de certo ou errado, não é necessariamente o que o meu EU sagrado quer ou precisa.

Acolher a vida é ir desvendando-a como ela é passo a passo. Não há como controlar tudo o tempo todo, assim como não se tem respostas para todas as coisas; mas é preciso estar aberto para o que ela traz.

E, com sabedoria, bom ânimo e alegria lidar com cada experiência da melhor maneira possível.

Confie em Deus. Confie, pois as dificuldades sempre são transitórias, enquanto as conquistas da alma, quando as cultivamos são permanentes.   


 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

LENDAS DA VIDA

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Essa é a história de um talentoso jogador de golfe, um dos melhores do seu tempo, e que acaba “perdendo” suas habilidades, após ter vivido amargas experiências na Primeira Grande Guerra Mundial (1914 a 1918).

Quando retorna aos Estados Unidos com a patente de capitão, embora condecorado, volta derrotado, desistindo tanto do golfe quanto de sua noiva em favor da bebida.

Ocorre que, a Vida lhe oferece uma oportunidade de remissão através da participação em um torneio de golfe com os dois melhores golfistas da época. Para isso, será preciso ele reconquistar sua técnica e, acima de tudo, seu amor-próprio.

Em uma noite, após um dia de treinamento intensivo, enquanto ele ainda continuava aperfeiçoando suas tacadas, um misterioso carregador de tacos chega e diz que será seu assistente.

Com o passar do tempo, em cada sessão de treino, novas revelações, incluindo em como lidar com seus traumas, são feitas pelo carregador de tacos.

Chega o dia do torneio, a partida tem início com seus dois competidores jogando bem, cada um ao seu estilo, mas o ex-capitão, desinteressado, joga mal e fica muito atrás na primeira rodada. Com o carregador de tacos¹, dando-lhe conselhos ele vai redescobrindo sua técnica e seu estilo, na segunda rodada recupera terreno, na terceira rodada diminui ainda mais a diferença, com uma jogada perfeita em apenas uma tacada.

¹Caddie (em inglês), é muito mais do que carregador de tacos, sua tarefa abrange apoio moral, emocional e comportamental.

Chega à rodada final, todavia o ex-capitão, confiante demais ignora as orientações do seu “caddie” em um momento decisivo, erra ao rebater uma bola, jogando-a no meio de um grupo de árvores. Ao entrar nessa mata ocorrem lembranças traumáticas da guerra. E, mais uma vez o “caddie” conversa com ele.

Em outras palavras, lhe diz que todo mundo tem talento ou dom, mas em determinado momento pode perde-lo, e isso acontece quando se perde a confiança em si. Existem muitas formas de se fazer as coisas ou de tomar decisões, as erradas, as comuns e as certas. É preciso se concentrar para tomar a decisão certa. A certa é aquela que está em harmonia com o Universo. Se conseguir entender, vai descobrir que ela é única e que está esperando por você, por isso é preciso perceber ou permitir que ela o encontre. ²

² Entendemos que esse é o momento em que Deus nos envia os seus sinais.

A conversa o ajuda a se concentrar, a tirar a bola do local e empatar com os concorrentes gerando a possibilidade de vencer o jogo.

Mais algumas jogadas e resta apenas o buraco final... ali está a bola do jogo. Porém tem um graveto atrapalhando e antes de realizar a jogada, ele o remove, porém, quando o tira a bola se desloca, e ninguém percebe, mas a integridade do ex-capitão o leva a alertar o juiz para marcar uma penalidade para si mesmo, em um momento em que tem a chance de vencer o jogo. Os seus adversários afirmam que não viram a bola se mover, o juiz diz a mesma coisa, mas ele insiste... assim o jogo continua. Nesse momento o seu caddie lhe diz: “A partir de agora você não precisa mais de mim”.

O ex-capitão, provou com sua atitude que muito mais importante do que vencer o jogo, foi vencer a tentação de finalizar como campeão, pois mesmo sem ter tido a intenção a bola deslocou-se, e muito embora todos afirmassem que não tinham visto tal movimento, ainda assim, ele exigiu a marcação da penalidade.

E, assim o “caddie” sai caminhando até desaparecer das vistas dos presentes.

O torneio finaliza com o empate dos três competidores, pois o ex-capitão realiza jogadas perfeitas.

Reata com a namorada e consegue reconquistar e seu amor-próprio. 

Referências: Adaptação do filme Lendas da Vida de 2000.  (The Legend of Bagger Vance), estrelado por Will Smith (como o “caddie” Bagger Vance), Matt Damon (como o ex-capitão) e Charlize Theron (como a namorada. Direção de Robert Redford. 

segunda-feira, 28 de julho de 2025


O ESPETÁCULO DO PÔR DO SOL

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre


A beleza do “Pôr do Sol” no inverno.

A difusão marcante das cores e tons.

Arrebóis belos e poéticos tingem as nuvens.

Até as cortinas, em azul cósmico, encerrarem o espetáculo.

Anunciando a vastidão do Universo, trazendo introspecção e serenidade. 


sexta-feira, 11 de julho de 2025

O que a vida sussurra aos seus ouvidos? 

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

 

A vida sussurra todos os dias aos nossos ouvidos a palavra: “confie”!

Acredite no pensamento positivo. Deus é positivo.

Crer que coisas consideradas impossíveis podem acontecer, quando menos se espera, não somente demonstra fé, mas proporciona paz íntima e alegria. Muitos consideram impossível acabar com o sofrimento, minimizar os conflitos íntimos e coletivos.

Ao enfrentar a doença, compreenda que ela não tem existência real. Toda enfermidade é consequência do desequilíbrio.

A tristeza quando passageira é algo natural, todavia, torna-se consequência da desarmonia quando se prolonga no tempo.

Não há doença ou tristeza permanentes para quem acredita realmente no poder de Deus.

Aquele que busca a estrada espiritual, leva consigo a determinação para vencer.

Você jamais está sozinho, mesmo nos momentos em que a solidão traz angústia ao seu peito, sempre haverá uma Luz que brilha ao seu lado.

Gosto muito de uma frase de William Blake (poeta, tipógrafo e pintor inglês): “Tudo aquilo que hoje é uma realidade, antes era apenas parte de um sonho impossível.”

Nunca se esqueça de alimentar com sonhos o seu espírito.

O poeta, o escritor, o compositor, o inventor.... são sonhadores. 

 

domingo, 22 de junho de 2025

FESTA JUNINA, como surgiu?

Adaptação de Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

No mês de junho, comemora-se em todo o Brasil a Festa Junina, trazida pelos portugueses no início da colonização.

A princípio, a festa tinha conotação marcadamente religiosa, que com o passar do tempo foi-se transformando em festa popular. O nascimento das festividades, segundo estudiosos, tem origem no período do solstício de verão – passagem da primavera para o verão, que ocorre em junho na Europa – e tinham o objetivo de afastar os maus espíritos e de evitar que as pragas atingissem as colheitas. Eram promovidas por povos pagãos e acabaram incorporadas, quando o cristianismo se estabeleceu como religião oficial. Foi instituído pela Igreja Católica para facilitar a conversão dos pagãos, o que de forma semelhante aconteceu na comemoração do Natal, no mês de dezembro.

Aliás, falamos sobre o Natal, no ensaio: “Minha Mensagem de Natal” e a data do nascimento de Jesus, também estabelecida pela Igreja. O link dessa mensagem é: https://nolimiardeumanovaera.blogspot.com/search?q=Minha+Mensagem+de+Natal+

No caso, das festividades do meio do ano, a Igreja promoveu os Santos dessa época, Santo Antônio, São João e São Pedro, respectivamente dias 13, 24 e 29 de junho.

A Festa Junina era tradição popular em Portugal e na Espanha. Quando incorporada no Brasil era conhecida por Festa Joanina, uma referência a São João, e com o tempo passou a denominar-se Festa Junina, referência ao período de Junho. A evolução da festa junina no Brasil trouxe uma relação direta com símbolos característicos das zonas rurais.

Atualmente a região Nordeste é a detentora das maiores festas do país.

Nas Festas Juninas, as danças típicas “as quadrilhas”, não podem faltar. Há ainda os pratos tradicionais tais como, milho verde e seus derivados, amendoim, pé de moleque e tendo como bebida o quentão. 

“Durante a dança da quadrilha, alguns nomes de passos mencionados são de origem francesa, “anarriê”, “ampassã” e “tour”. Utilizados em decorrência da dança, herdada das festas da aristocracia francesa. Que também, deu origem aos vestidos armados, uma alusão aos nobres trajes usados nas cortes de França, e que aqui com a intenção irônica são feitos de “chita”.

“Oportuno é, neste momento, falarmos, também, das músicas tradicionais, surgidas no Rio de Janeiro e que se espalharam por todo o Brasil no período de 1930 a 1960, aliás, conhecido como a “Era de Ouro do Rádio” no Brasil. Nessa época as datas festivas eram obrigatórias nas agendas dos grandes compositores, cantores e gravadoras, havendo uma produção musical direcionada para cada data.  Entre tantas músicas, destacamos, Cai, cai balão (1933) de Assis Valente; Chegou a hora da fogueira (1933) de Lamartine Babo; Isto é lá com Santo Antônio (1934) de Lamartine Babo; Pula a Fogueira (1936) de Joao Bastos Filho & Getúlio Marinho; Noites de Junho (1939) de (Alberto Ribeiro Da Vinha & Joao De Barro); Pedro, Antônio e João (1939) de Osvaldo Santiago & Benedito Lacerda; Pra São João Decidir (1952) de Francisco Alves & Lupicínio Rodrigues; Último desejo (1937) de Noel Rosa; Sobe meu balão (1935) de Ary Barroso; Tempo Feliz (1952) de Francisco Alves & David Nasser; No meu tempo de criança (1940) de Custódio Mesquita; Sonho de Papel ‘ou o Balão vai subindo’ (1935) de Alberto Ribeiro; Chegou a Hora da Fogueira (1933) de Lamartine Babo, e tantas outras...

A indumentária dos participantes é uma atração à parte, normalmente vestindo-se de caipira, na maioria das vezes, de maneira engraçada.

A fogueira das Festas Juninas é herança das culturas grega, romana e celta. Povos que cultuavam as fogueiras como um agradecimento aos deuses pelas boas colheitas. A fogueira, tornou-se um símbolo marcante das festas.

Outro item que não pode faltar, são as bandeirinhas e que surgiram como uma forma de homenagear os três santos, Santo Antônio, São João e São Pedro, que inicialmente tinham as imagens coladas nas bandeirinhas. Antes de estenderam as bandeiras nos fios, elas eram mergulhadas na água corrente com a intenção de purificar o ambiente.

O casamento da Festa Junina, tem como destaque Santo Antônio, o santo casamenteiro, que vem da tradição dos pedidos feitos por moças em busca de marido. E, que o colocavam de cabeça para baixo em um balde com água até conseguirem um pretendente.

O casamento acontece com o pai da noiva apontando uma espingarda para o noivo. Cerimônia que é finalizada com os noivos já casados, puxando o início da quadrilha.

As festas juninas trazem “um ar de” saudade. Sensação de estar nos festejos de outrora, e que deixou boas lembranças em nossos corações.  

Vou deixar, também, o link do ensaio “É SÃO JOÃO” onde descrevo em detalhes algumas lembranças das Festividades de São João. Para quem não leu, recomendo a leitura. Para quem já leu, ler mais uma vez é a possibilidade de viajar, novamente, nas emoções de uma época inesquecível. O link dessa mensagem é: https://nolimiardeumanovaera.blogspot.com/search?q=%C3%89+S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+

 Conteúdo:  Érica Caetano, jornalista, produziu o conteúdo para internet, voltado para o segmento educacional. 



 

sábado, 7 de junho de 2025

O TEMPO E NOSSAS REAÇÕES   

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Há momentos em que nós gostaríamos que as horas passassem rapidamente, outros que passassem vagarosamente, ou ainda, que o tempo parasse.

Quando atravessamos pelas sombras da dor e alimentamos sentimento de revolta, de raiva e de ódio, nós nos envolvemos em uma psicosfera pesada e sombria, de forma assemelhada às pesadas nuvens que antecipam as tempestades.

Do mesmo modo, quando trilhamos pelo caminho da luz brotam sentimentos de bem-estar e de serenidade que nos elevam acima das tormentas, onde divisamos um horizonte azul de sublime transcendência.

O tempo, como ouvimos de Seres de Luz, tem medidas diferentes do que conhecemos na Terra, que é físico, linear e cronológico.

No Éter ou Espaço Superior, chamado de Céu, o tempo é mais fluído, algo que se torna mais leve, que tem uma passagem mais suave, com menor resistência.

Não podemos diminuir, parar ou acelerar a passagem do tempo. Assim como, não é possível, para nós, vivermos aqui na Terra um tempo que seja semelhante ao tempo do Éter.

Entretanto, quando atravessamos a sombra da dor, sem rebeldia, mas trilhando uma senda iluminada, o tempo passa a ter uma conotação atemporal.  

Igualmente, quando focamos algo nobre que pode ser realizado, a sua concretização torna-se preponderante em relação ao tempo. 

 

sábado, 24 de maio de 2025

O SÁBIO E O BALDE  

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Semana passada, eu acordei com um pensamento de desânimo. Por minha mente passava a dúvida do meu valor, quando eu ouvi, pela terceira vez no último ano, uma história baseada em um conto budista.

É a história de um rapaz que estudava em uma escola de sábios, localizada no alto de uma montanha. Conhecida pela profunda sabedoria de seus mestres.

Um dia, o sábio sabendo que seu aprendiz reclamava que não via o benefício do sacrifício que fazia para ajudar pessoas, lhe chamou e disse: “Eu vou lhe passar a sua última lição. Amanhã cedo, você pega um balde e vai até o rio, encha-o com água e traga até aqui em cima, todos os dias, por um ano. A partir do segundo dia, você verifica o balde e se estiver vazio por algum motivo, encha-o novamente".

O rapaz olhou para ele e perguntou: “Mas, por que isso?"

- Confia! Outra coisa, durante esse ano você não pode me fazer nenhuma pergunta, não importa o que aconteça. Não importa o quão estranha possa ser a experiência. Passado um ano, aí sim, vamos nos encontrar e conversar a respeito.

O rapaz achou estranha a conversa do mestre, mas aceitou o desafio, pois ele queria muito aprender a última lição que faltava. E, assim aconteceu.

No dia seguinte ele iniciou a tarefa, pegou o balde e desceu a montanha, colocou água e começou a subir a montanha, quando sentiu água caindo em seus pés.

- Meu Deus do céu, o balde está furado. Vou falar com o mestre quando chegar lá em cima. Mas, lembrou-se que não podia falar com ele. Sem alternativa prosseguiu, quando chegou à Escola, deixou o balde com o pouco de água que restara.

No segundo dia, pegou o balde, mesmo furado, como havia feito no dia anterior, desceu, encheu com água, subiu e deixou o balde lá em cima. E, assim o fez durante um ano. Ele estava cansado e pensou: Paciência, passou um ano e não adiantou nada, perdi meu tempo, mas eu quero ver o que o mestre vai dizer, pois, de todos os exercícios que ele me passou este foi o mais difícil.

Quando eles se reencontram o mestre lhe diz:  "Que bom meu filho, você não desistiu, mantendo-se firme e agora está aqui."

-  Mestre, me desculpe, agradeço o seu entusiasmo, mas eu não entendi nada. Por um ano eu desci montanha abaixo, fui a rio, peguei água e subi montanha acima, e não adiantou absolutamente nada, o balde estava furado.

- O mestre sorriu e disse: “Pegue o balde, pela última vez e vamos juntos até lá embaixo."

Lá chegando, disse-lhe o mestre: “Faça exatamente o que você fez durante o ano.”

Ele encheu o balde, e a água vazava à medida em que eles subiam a montanha. Enquanto o rapaz reclamava dizendo: “Está vendo, não adiantou nada, o balde está furado, toda a tarefa foi inútil."

- O mestre novamente sorriu e disse: “Você prestou atenção que no ano passado não tinha essa árvore, você prestou atenção que no ano passado não tinha esse arbusto, você prestou atenção que no ano passado, ali do lado esquerdo, não havia essas flores?”

Foi então que o rapaz percebeu que enquanto ele subia com o balde furado, a água que caia ia regando o caminho e assim diferentes sementes germinaram, durante o ano.

Após uns instantes, tempo para o rapaz pensar, o mestre pergunta: “Conseguiu entender a lição? O balde cheio seria só seu, porém, quando você compartilhou o conteúdo do balde, mesmo sem saber, o que estava ao seu lado começou a crescer, através das condições favoráveis proporcionadas. A tarefa não foi inútil, pois através do seu esforço para crescer, progredir e da sua persistência, o resultado não ficou apenas com você, vez que, você compartilhou a sua conquista."

Nossa vida não é inútil, é preciso um olhar atento para ver que enquanto se vive buscando crescer e melhorar, há um compartilhamento das conquistas.

O trabalho para a manutenção da família, a busca para crescer espiritualmente, a busca por respostas, o esforço para conquistar melhor qualidade de vida e por saúde são exemplos para sua família, e outras pessoas. Exemplos que são mais fortes do que palavras.

Você não é a mesma pessoa de tempos atrás. Possivelmente você não reconheça a riqueza que já tem e está compartilhando ao seu redor. Talvez você só se julgue como um balde furado, mas se não fosse pelo balde furado você não teria tanto valor.


Obs.: Mensagem divulgada na Instituto Ricardo Melo. 


 

terça-feira, 29 de abril de 2025

 

ALÇANDO VOO

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

A jornada segura requer observação atenta do roteiro.  

  • Assim como as borboletas, nós temos nossa fase de “lagartas” até alçarmos voo!
  • Quem nunca errou?
  • Quem nunca sentiu medo?

Como é a sua fé? Ela precisa de dogmas?

·       Alguns dizem graças a Deus, outros graças a mim mesmo.

·       Há crentes fervorosos, outros proclamam-se ateus.

Consulte sua consciência, porém seja sincero.

·       A consciência é o encontro com o eu sagrado. É quando o véu dos mistérios cai, quando brilha a luz interna.

Fala-se em meditar, o que nem sempre é fácil. Todavia é possível meditar espontaneamente, por exemplo, ao pôr do sol; outros, olham uma bela paisagem; ouvem música; há os que ouvem a si mesmo quando em sintonia com a paz.

E ser feliz? Sentir-se bem a maior parte do tempo é uma benção.

Mas, e a tristeza? Ter momentos de tristeza é natural, porém, esses momentos não podem ser contínuos, é preciso reagir.

A reação que se toma tem mais poder do que o erro!

  • O fato de eu ter errado não significa que eu seja um erro. O erro foi cometido em determinada situação, por ignorância... Acreditei em algo ou fiz o que não era certo, mas posso mudar.
  • Não devo focar permanentemente o erro. Ele deve ser visto como estímulo de mudança. Eu não sou o erro, eu estive em erro.
  • Cada campeão errou muito antes de se tornar referência de sucesso.
  • Cada mestre teve seus momentos de ignorância.

Como diz o sábio ditado: “a felicidade não está em TER, mas em SER.

Diz a lenda bíblica, que Deus se identificou para Moisés no Monte Horebe, na sarça ardente, “Eu sou o que sou”! Assim também cada um de nós é o que é. Fruto de suas experiências. Em determinado momento, os erros ficarão para trás e as novas experiências serão de acerto.

  • Não perca tempo lamentando seus erros, use para construir, não para reclamar.

Não existe o mal, mas a ausência do bem; assim como não existe treva, mas ausência da luz.

·       Seja luz em cada pensamento, em cada palavra, em cada atitude.

Aprenda a ter foco, enfocando o que é bom, pois o Universo nos dá tudo o que pensamos e queremos com persistência.

Nossos sofrimentos atuais são, também, consequência da nossa falta de perdão.

O maior dos mestres disse certa vez: “Vai e não peques mais”. Não erre mais, mas siga em frente, evitando cair novamente.

Seja o senhor da sua vida.

·       Não se cobre demais: não gerando doenças

·       Tenha harmonia, equilíbrio: nem tanto matéria, nem tanto espírito.

 

P.S. Baseada em palestra que realizamos em fevereiro de 2019.