
(TODAS AS IMAGENS GOOGLE)
O Paraíso na Terra - Hunza a verdade, mitos e mentiras
Dia 30 de março último, eu publiquei uma pesquisa "O PARAÍSO NA TERRA - Shangri-Lá" que eu fiz
em alguns “sites”: “The Hunza Valley”, “Natureba” e os não mencionados, “Qual é
o segredo dos Hunza, o povo que não envelhece – History”, “Hunza o povo que não
envelhece e vive até 120 anos – Mega Curioso”.
Um dia após minha publicação, um amigo interessado em saber
mais, encontrou um “site” que desmente os “sites” em que eu pesquisei.
E seu texto, originalmente em inglês, bem como minhas
considerações, eu transcrevo abaixo.
Hunza é um reino minúsculo situado a 2590 m de altitude e
cujo acesso está a 4176 m de altitude, além de ser difícil e perigoso.
Trata-se de um vale com terrenos cultivados em terraços,
árvores, pomares e animais criados para produção de carne e leite.
A região de baixíssimo índice de chuva e a água disponível
vem das geleiras ao redor através de um aqueduto.
Começam as diferenças
Tudo no vale é escasso inclusive madeira ou combustível para
o aquecimento, além de, haver dificuldades para trazer mercadorias de fora.
A irrigação transformou o vale que ganhou vegetação e deu
origem ao nome Shangri-Lá ou Jardim do Éden.
Os primeiros a relatar que o povo Hunza tinha boa saúde e
vida longa foram os militares ingleses que entraram no vale em 1870. Embora não
houvesse por parte dos habitantes registros escritos que comprovassem a idade.
A impressão que tiveram os ingleses, quanto a boa saúde, deve-se
provavelmente ao fato de virem pessoas esbeltas, com aparência saudável e até
atlética, comparadas com os cidadãos da Inglaterra, onde a obesidade, o câncer e
as doenças cardíacas eram sério problema de saúde.
John Clarck, geólogo e oficial do exército americano, esteve
em Hunza entre 1951 e 1952, lá entre outras atividades dirigiu um dispensário
gratuito de medicamentos que tratou de 5684 hunzakuts (como eram chamados os
habitantes locais). Levou, também, novas sementes, ensinou carpintaria e
artesanato em uma escola de meninos.
Logo, Clarck percebeu e relatou que inicialmente havia
cometido o mesmo erro de praticamente todos. Acreditar em um “oásis” de vida e
felicidade.
Em 1962 o Dr. Allen E. Bank e Renee Taylor escreveram o
livro “Hunza Land”, que relata a pobreza local, ao mencionarem: “Aqueles que não
podiam cultivar sua própria comida, simplesmente, morriam de fome”.
Outra citação contundente é que as pessoas não ajudavam umas
às outras.
As doenças eram constantes.
Os visitantes não tinham acesso à realidade. O Mir (rei)
impedia o contato com tudo que pudesse desmistificar a imagem do “Jardim do
Éden”.
As informações sobre a dieta, a saúde, a longevidade e
honestidade do povo eram todas falsas.
Taylor viveu meses no palácio e ouviu apenas informações
filtradas. Somente o que o Mir queria que ele passasse para o mundo.
Outro fator apontado é que, de forma semelhante aos povos
primitivos, os hunzakuts têm seu folclore cheio de histórias heroicas que omitem
fatos desagradáveis.
A questão da longevidade, também, é curiosa. A idade para os
hunzakuts era considerada como uma questão de sabedoria e não da idade cronológica
como nós a consideramos.
Os homens idosos que posavam para fotos e diziam ter mais de
100 anos, tinham na realidade entre 70 e 80 anos. E, em grande parte, eram do
Paquistão, e vinham atraídos pelas gorjetas dadas pelos turistas ao se permitirem
fotografar.
Em 1973 o Dr. Alexander Leaf, na Revista National Geographic,
afirmou: “Não há nenhuma validade científica para a longevidade e saúde. Os
Hunzakuts sofrem de desnutrição e deficiências nutricionais, assim como em
qualquer outra região montanhosa e remota no sudeste da Ásia. A expectativa de
vida é de cerca de 50 a 60 anos, nunca de 120 ou 150 anos.
A falta de recursos, com poucos alimentos e baixas calorias
impediu o povo de Hunza de se tornar obeso e evitou doenças causadas pelo excesso
de carboidratos.
Não são vegetarianos por opção, mas por falta de outros
alimentos.
Alguns falam sobre a água das geleiras ser rica em minerais,
porém não há confirmação científica de que os minerais encontrados evitam doenças.
O pão dos hunzakuts é duro e parecido com o pão feito por
algumas tribos indígenas norte-americanas.
Tampouco faziam as tortas tão comentadas.
A prática de espalhar adubo fresco (estrume) em vegetais,
prática perigosa pela contaminação bacteriana, contribuiu para a elevada taxa
de mortalidade.
Também é falsa a história que não havia crimes ou delitos em
Hunza.
Os infratores eram enviados à uma colônia penal, no vale de
Shimshal, onde os presos cuidavam dos rebanhos de carneiros do Mir. Lá os
invernos são extremamente gelados acompanhados de ventos constantes.
A honestidade era outro problema pois o sistema social
tornava a desonestidade a melhor política. A vida em Hunza era altamente
competitiva e desorganizada.
As pessoas se importavam apenas com os membros de sua
própria família.
O suicídio principalmente entre as mulheres era alto.
Uma vez que mentir ou roubar era normal, contar uma fábula
era natural se trouxesse alguma vantagem. Foi o que o povo percebeu a
aproximadamente um século atrás. Perceberam que fingir ser centenários traziam visitantes
com dinheiro e presentes.
Fatos científicos sobre Hunza eram impossíveis de se obter.
O governo local estabeleceu severa restrição para todos os visitantes e
pesquisadores. Nunca houve confirmação da longevidade.
A maioria dos livros escritos sobre Hunza são ficção e mitos
inflamados pela imaginação em acreditar em um mágico Jardim do Éden.
Entretanto o que descobrimos não anula a nossa afirmação de que, com uma conduta alimentar saudável e sensatez no pensar e no agir, a vida humana pode dar um salto qualitativo.
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