Reclusão e Reflexão
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
O passar dos dias deixa número
crescente de pessoas a se perguntarem, quando essa reclusão vai terminar.
A resposta, talvez, esteja nesta
outra pergunta: “O que a reclusão trouxe, também, de bom? ”
Aproximou familiares, modificou
conceitos empresariais e hábitos profissionais, como a modalidade de trabalho “home
office” (escritório em casa).
O retorno a um grupo, ao menos
relativamente pequeno, a família, lembra um período na história onde ocorreu a
migração populacional das grandes cidades europeias para o meio rural, momento
em que a agitação social foi substituída por uma reclusão forçada, decorrente
da queda do Império Romano no século V. Esse
tempo, da Idade Média, pode ser entendido como necessário para a reflexão sobre
os vícios e degradação da sociedade do maior império da antiguidade. E, pode
ter sido o gerador do renascimento comercial e urbano, a partir do século XIII,
que culminou a partir dos três séculos seguintes com a espetacular manifestação
reprimida das artes, da ciência, da literatura, dos inventos, da reforma
religiosa, com intensidade e variedade nunca vistas antes.
Será que o momento não clama
pelo encontro com o “EU”?
Éramos e ainda somos estimulados
à vida externa. A ansiedade quando se chega em casa para ligar a TV, o som. Ao
deitar a primeira coisa é olhar o celular para ver quem nos procurou e o que
foi dito. É a fuga do “EU”!
Nossas buscas são para
conhecermos coisas e outras pessoas, todavia, nem sempre nos conhecemos como
deveríamos.
A verdadeira felicidade não está
fora de nós, certamente, não precisamos obrigatoriamente de eventos frequentes,
de atividades sociais intensas, talvez esse período seja necessário para que nós
nos encontremos.


Reflexão da vida na pandemia com home office e antes dela também. Bom o texto.
ResponderExcluirValeu meu amigo Jayme! Abração.
ExcluirConcordo com o Jayme! Parabéns Celso pelo ótimo texto!
ResponderExcluirObrigado Claudio! Grande abraço.
ExcluirGostei muito da sua reflexão.
ResponderExcluirQue bom! Muito obrigado minha amiga.
ExcluirÓtimo texto!
ResponderExcluirEstamos descobrindo o eu, de cada um de nós! Abraços!
Sim Haroldo! E, isso é uma grande conquista. Abraços!
ResponderExcluirParabéns por mais esta necessária reflexão, caro amigo Celso! Realmente, apesar do medo e das perdas, a atual situação nos dá a oportunidade de nos redescobrir, de aprendermos a seguir sem a necessidade de recorrer tanto à vida externa, e até de aproveitar a natureza em sua plenitude, as coisas do campo, longe do caos urbano. Eu que moro numa cidade interiorana e nem sequer tenho smartphone (e não faço a menor questão de ter um), não tenho tanta dificuldade em me adaptar a essa nova realidade. Aquele abraço!
ResponderExcluirBom dia Thomaz! Desculpe a demora em responder. Exatamente, a oportunidade de nos redescobrirmos coletivamente e individualmente. A qualidade de vida é a prioridade, e não bens de consumo, por exemplo. Grande abraço!
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