A Xícara de Café
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Hoje,
quando acordei às 6h10, o meu primeiro pensamento foi, eu gostaria de escrever
algo inspirador. Meu devaneio foi interrompido por uma mensagem de bom dia no celular,
respondi e naturalmente dei uma vista d’olhos em outras, foi quando me chamou
atenção uma delas, enviada à noite, após eu ter ido repousar, por meu filho e que
trazia um interessante ensinamento de Simon Oliver Sinek, um palestrante
inglês. Uma lição de humildade ao comparar de maneira inteligente uma xícara de
isopor e outra de porcelana, que fez com que eu refletisse e escrevesse sobre essa
analogia, especialmente através da importância que se dá aos personagens que
vivemos.
É
fato que, quando se atinge certa projeção profissional o tratamento recebido é
todo de atenção. Referências elogiosas, acompanhadas de recepções cuidadosas, onde
os serviços oferecidos nessas ocasiões são finos, com pompa, sorrisos e abraços
abundantes. Não faltam convites para eventos numerosos, coincidentes, por vezes,
no mesmo dia, até que em um determinado momento a projeção profissional desbota,
perde o brilho e não chama mais a atenção. Os elogios, as solicitações de
presença, de uma hora para outra, desvanecem e nem sequer o prestigiado convidado
de outrora é mais percebido, como quem escapa à vista...
Referências,
não faltam. Há algum tempo li uma reportagem, não lembro o autor, que ao se
referir ao cantor e compositor Demétrius, finalizava seu texto em tom jocoso: “um
ilustre desconhecido que nem é reconhecido nas ruas”. O artista, falecido em
2019 de ataque cardíaco, fez sucesso nas décadas de 1960 e 1970, por suas
obras, entre elas a versão da música “O Ritmo da Chuva”.
Infelizmente
muitos, talvez a maioria, não perceba ou reconheça a essência do ser, que em um
período de sua vida se sobressaiu, valorizando, apenas, como disse Simon, a
xícara e não seu conteúdo.
Forte e reveladora reflexão! Olhamos mais a aparência do que a essência! Os olhos jovens sempre vê melhor! Mas não enxerga o que é para ser visto!leitura acompanhada com uma boa xícara de café! Abs!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirObrigado Maestro! Sim, normalmente as pessoas atentam mais para as aparências. Quanto aos jovens, a visão deles é mais acurada para as coisas superficiais, não percebendo, na maioria das vezes, o que está na alma.
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