domingo, 16 de fevereiro de 2020

Somos deuses?
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Há dias li um artigo de um astrofísico que questiona a existência de Deus, baseado em vasta descrição científica ele afirma que o Universo continua sendo criado, que as galáxias estão em movimento, mudam de forma, onde existem bilhões de sóis e critica as religiões chamando-as de criações de um passado de ignorância.
Embora o seu profundo conhecimento cientifico e ainda que eu concorde que o Velho Testamento contenha certas descrições flagrantemente opostas à razão, eu considero que toda a maravilha do Universo descrito é uma prova da existência de algo muito inteligente que é o princípio, visto que se é difícil explicar a origem de Deus, mais ainda é achar que tudo surgiu por acaso.
Assim também, nós fomos criados e parece que nossa missão é evoluir. Dentro deste contexto, não seria leviano dizer que como filhos de Deus somos nós também deuses.
Temos poderes! Através do nosso livre arbítrio exercemos o potencial da nossa inteligência. Exemplos não nos faltam, basta um olhar na história recente das descobertas e invenções.
Baseando-nos nessas considerações acima, como nos relacionamos com Deus? Temos intimidade com Ele, tal qual nosso melhor amigo ou o tratamos formalmente como uma autoridade terrestre.
E, quando ficamos, por exemplo, doentes, nós dizemos: “Estou assim porque Deus quis”! Ou assumimos nossa responsabilidade por termos abusado da alimentação, dos pensamentos em desalinho etc.?
O responsável é o deus “Eu”. Sim somos nós os responsáveis. Nós que não sabemos utilizar, ainda, esse imenso manancial de poder que temos e por isso o submetemos ao nosso ego, alimentado pelo egoísmo, ambição e tantos outros adjetivos afins.
É chegado o momento da nossa transformação.
Descobrimos que a fé não pode ser cega, mas raciocinada.
Somos filhos de Deus e, portanto, seus herdeiros para fazer e assumir nossos atos.
Chega de transferir responsabilidades. Quando errarmos não gastemos energias lamentando o ocorrido, ou nos considerando vítimas.
Não existe castigo de Deus, apenas consequências.
Quem nos castiga é nossa consciência alimentada pelo sentimento de culpa, esse deus pequeno interno, que ainda se comporta como aqueles deuses mitológicos com forma e modo de pensar humano, cruéis e vingativos. E, que sobrevivem em algumas religiões onde a fé cega é praticada, nelas ainda ouvimos: “Temais, pois, a mão de Deus é pesada”!
Mas, como? Deus não é Amor, sabedoria infinita...
Nós temos todas as possibilidades de evoluirmos como seres de luz, para isso precisamos estar conscientes de que nós podemos. Deixemos o comodismo atávico que nos retém ligado ao nosso passado de dependências. O pensamento agora deve ser: “Eu quero, eu posso”!

2 comentários:

  1. Muito bem escrito mas, ainda, no plano das possibilidades,ou seja, Deus pode existir, ou não...

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  2. Se Ele não existe então devemos consagrar o "Acaso"? Eu escrevi para o cientista (astrofísico), ele ainda não respondeu.

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