
Somos
deuses?
By Celso Ghebz
Ghelardino Gutierre
Há dias li um
artigo de um astrofísico que questiona a existência de Deus, baseado em vasta
descrição científica ele afirma que o Universo continua sendo criado, que as galáxias
estão em movimento, mudam de forma, onde existem bilhões de sóis e critica as
religiões chamando-as de criações de um passado de ignorância.
Embora o seu profundo
conhecimento cientifico e ainda que eu concorde que o Velho Testamento contenha
certas descrições flagrantemente opostas à razão, eu considero que toda a
maravilha do Universo descrito é uma prova da existência de algo muito inteligente
que é o princípio, visto que se é difícil explicar a origem de Deus, mais ainda
é achar que tudo surgiu por acaso.
Assim também,
nós fomos criados e parece que nossa missão é evoluir. Dentro deste contexto,
não seria leviano dizer que como filhos de Deus somos nós também deuses.
Temos poderes!
Através do nosso livre arbítrio exercemos o potencial da nossa inteligência.
Exemplos não nos faltam, basta um olhar na história recente das descobertas e invenções.
Baseando-nos
nessas considerações acima, como nos relacionamos com Deus? Temos intimidade
com Ele, tal qual nosso melhor amigo ou o tratamos formalmente como uma
autoridade terrestre.
E, quando
ficamos, por exemplo, doentes, nós dizemos: “Estou assim porque Deus quis”! Ou
assumimos nossa responsabilidade por termos abusado da alimentação, dos pensamentos
em desalinho etc.?
O responsável é
o deus “Eu”. Sim somos nós os responsáveis. Nós que não sabemos utilizar,
ainda, esse imenso manancial de poder que temos e por isso o submetemos ao
nosso ego, alimentado pelo egoísmo, ambição e tantos outros adjetivos afins.
É chegado o
momento da nossa transformação.
Descobrimos que
a fé não pode ser cega, mas raciocinada.
Somos filhos de
Deus e, portanto, seus herdeiros para fazer e assumir nossos atos.
Chega de
transferir responsabilidades. Quando errarmos não gastemos energias lamentando
o ocorrido, ou nos considerando vítimas.
Não existe
castigo de Deus, apenas consequências.
Quem nos
castiga é nossa consciência alimentada pelo sentimento de culpa, esse deus
pequeno interno, que ainda se comporta como aqueles deuses mitológicos com
forma e modo de pensar humano, cruéis e vingativos. E, que sobrevivem em
algumas religiões onde a fé cega é praticada, nelas ainda ouvimos: “Temais,
pois, a mão de Deus é pesada”!
Mas, como? Deus
não é Amor, sabedoria infinita...
Nós temos todas
as possibilidades de evoluirmos como seres de luz, para isso precisamos estar
conscientes de que nós podemos. Deixemos o comodismo atávico que nos retém ligado
ao nosso passado de dependências. O pensamento agora deve ser: “Eu quero, eu
posso”!
Muito bem escrito mas, ainda, no plano das possibilidades,ou seja, Deus pode existir, ou não...
ResponderExcluirSe Ele não existe então devemos consagrar o "Acaso"? Eu escrevi para o cientista (astrofísico), ele ainda não respondeu.
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