
MOMENTOS ANGUSTIOSOS (03/10/2018)
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Vivemos momentos de grande ansiedade, de
angústia e incertezas.
A energia emanada pelas mentes nesse estado é
densa, escura e desarmoniosa. Em poucos dias nós iremos, como povo, definir nosso
futuro político. A reflexão antecipada deve ser profunda e abrangente.
A história da humanidade nos mostra, através
dos tempos, consequências de decisões e comportamentos.
Viajando ao passado encontramos duas
cidades-estados, Atenas e Esparta.
Esparta, estado forte e onipresente na vida de
seus cidadãos, tutelava os filhos desde crianças, impondo a educação institucional
e controlando atividades comerciais. Seu legado para a história: a disciplina e
eficiência de seus exércitos.
Atenas, estado liberal onde proliferou a
democracia, o livre pensamento, a maioridade das artes e da filosofia, cujos
ensinamentos foram e são fontes do saber. Seu legado para a história: luz para a humanidade até os dias atuais.
Da Grécia até a atualidade, o mundo progrediu através
da luz e estacionou através das trevas em diversos momentos. Foi assim no
Império Romano, na Idade Média, no Renascimento, com os filósofos iluministas,
com os filósofos negativistas, com a Revolução Industrial, com o gigantesco
crescimento tecnológico...
O que ainda não conseguimos assimilar é que as
mudanças que realmente transformarão o mundo para melhor, não serão as mudanças
externas tais quais a hipótese da igualdade absoluta, que cai por terra em
vista dos conhecimentos adquiridos através do esforço e do trabalho individual,
assim como não se pode aceitar a opressão daquele magnata que detém fortuna e
poder. Ambas as situações, não se sustentam por respeito à lei da solidariedade,
trazida pelo maior dos Mestres. A grande e definitiva mudança é de foro íntimo,
ou seja, internamente. Nada imposto externamente mudou, muda ou mudará o ser
humano e consequentemente a sociedade.
As distorções serão corrigidas, ampliando e
aperfeiçoando a justiça econômica e reparando o erro das ideologias
extremistas. Não nos permitamos o envolvimento nesse clima desequilibrado.
Nesse momento, cabe-nos o equilíbrio e o bom
senso, a fim de que, não repitamos os antigos erros da humanidade.
Bibliografia: A Caminho da Luz (Chico Xavier
& Emmanuel)
Ha um engano em afirmar que a busca da igualdade seja a de aptidoes quando ela e a de oportunidades, de condições justas para o desenvolvimento de todos na sociedade, incluindo ai até o amparo aos mais fracos (idosos ou incapacitados que inevitavelmente haverao em todas as sociedades).
ResponderExcluirCom relação a justiça, vale lembrar que Aristóteles a ensinou como necessária para oo equilíbrio entre o excesso e a falta. No mundo medieval, monárquico e contemporâneo, suas ideias foram demonizadas e substituidas pelo "tudo é assim porque Deus quis", entronizado a crenca de que Deus deu o poder a uns e a vida difícil a outros, por sua vontade.
O Espiritismo, influenciado pelas idéias iluministas, procura restaurar tais enganos e mostra as responsabilidades de todos para atingir aquilo que Kardec chamou de verdadeira civilização, resgatando nos ensinos morais de Jesus, aquilo que ja ensinava Aristóteles em relação a justiça.
Tanto é assim que as primeiras comunidades cristas procuraram se organizar desta forma conforme o relato feito por Lucas (médico Grego) no livro de Atos cap.2:44-45 e 4:32-35.
Bom dia, Claudio! O que vimos na prática é o rancor devido ao mérito e uma utópica vontade de nivelar esquecendo-se do valor de cada um. A igualdade absoluta é acima de tudo injusta. Quanto a igualdade de oportunidade deve ser sempre perseguida, todavia tal conquista não é garantia de igualdade, visto que cada um dispõe de seus talentos através de suas capacidades e vontades. Reitero que, nada vindo de fora (externamente) vai alterar o interior (íntimo). Por isso a grande mensagem da reforma interna, o único caminho da consciência.
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