sábado, 21 de janeiro de 2017

(IMAGEM ACACS)
(MINHA IMAGEM)

O MEU CAMINHO DE SANTIAGO
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre


A minha decisão de realizar o Caminho de Santiago demorou pouco tempo, não mais do que quatro meses. Nesse intervalo fui até a ACACS – Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago de Compostela, peguei as informações básicas, e tive algumas aulas de Espanhol.

Uma vez na Espanha, realizando o Caminho, comecei a perceber que, não estava me deixando levar pela irritação e inconformismo, me sentia mais tranquilo para aceitar fatos que independiam da minha vontade e que eu não podia mudar. Quando me irritava com algo em desacordo com o que eu queria a consequência era que tudo começava a dar errado – estava condicionando minha mente com o errado, logo tudo a seguir seguia essa programação – por outro lado quando eu encarava como algo natural, contrário àquilo que eu queria, o mais surpreendente é que, ele acabava sendo solucionado por si só de forma satisfatória.

Estava aprendendo como lidar com o que eu não havia planejado! 

A mensagem que deduzi seria para eu ter mais confiança, mais alegria, mesmo diante daquilo que não acontecia exatamente como eu gostaria. Na realidade a mente se adapta ao que cada um alimenta. Se eu não acreditar no que eu posso realizar ela ficará “programada” para não realizar. A partir do momento em que eu comecei a enxergar, em tudo, o lado bom eu criei condições de fazer o que queria, eu atraí a força Universal para realizar. A intuição divina, seguida por mim, fizeram com que eu conseguisse, também, o otimismo e por consequência a alegria.
A lição de paciência do Caminho de Santiago.
Também, aprendi durante o Caminho de Santiago a preciosa lição da paciência.
Foi ela que me ensinou que o controle emocional, a calma e a confiança de que conseguiria tudo o que precisava no momento certo. 
Interessante que ao ler, recentemente, uma antiga mensagem, eu descobri que Gandhi fala exatamente dessa experiência naquilo que intitula de teimosia pacífica:
“As coisas que queremos e parecem impossíveis só podem ser conseguidas com uma teimosia pacífica! (Mahatma Gandhi)”.
O Caminho de Santiago, a análise que faço e as minhas reflexões, fizeram de mim, hoje, um homem, sem dúvida, feliz. A verdadeira, aquela felicidade que é duradoura, equilibrada em sua intensidade, sem grandes picos, entretanto, constante, contida, sábia; aquela que enfrenta momentos de tristeza sem se abalar, sem enfraquecer seu alicerce, aquela que logo se recupera, tal qual o sol quando fica invisível por nuvens tempestuosas, e que ressurge, mais cedo ou mais tarde, em todo o seu esplendor iluminando tudo com sua luz renovadora. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário