(IMAGEM ACACS)
(MINHA IMAGEM)
O MEU CAMINHO DE SANTIAGO
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
A minha decisão de realizar o Caminho de
Santiago demorou pouco tempo, não mais do que quatro meses. Nesse intervalo fui
até a ACACS – Associação de Confrades e Amigos do Caminho de Santiago de
Compostela, peguei as informações básicas, e tive algumas aulas de Espanhol.
Uma vez na Espanha, realizando o Caminho, comecei
a perceber que, não estava me deixando levar pela irritação e inconformismo, me
sentia mais tranquilo para aceitar fatos que independiam da minha vontade e que
eu não podia mudar. Quando me irritava com algo em desacordo com o que eu
queria a consequência era que tudo começava a dar errado – estava condicionando
minha mente com o errado, logo tudo a seguir seguia essa programação – por
outro lado quando eu encarava como algo natural, contrário àquilo que eu queria, o mais surpreendente é que, ele acabava sendo
solucionado por si só de forma satisfatória.
Estava aprendendo como lidar com o que eu não
havia planejado!
A mensagem que deduzi seria para eu ter mais
confiança, mais alegria, mesmo diante daquilo que não acontecia exatamente como
eu gostaria. Na realidade a mente se adapta ao que cada um alimenta. Se eu não
acreditar no que eu posso realizar ela ficará “programada” para não realizar. A
partir do momento em que eu comecei a enxergar, em tudo, o lado bom eu criei
condições de fazer o que queria, eu atraí a força Universal para realizar. A
intuição divina, seguida por mim, fizeram com que eu conseguisse, também, o
otimismo e por consequência a alegria.
A lição de paciência do Caminho de Santiago.
Também, aprendi durante o
Caminho de Santiago a preciosa lição da paciência.
Foi ela que me ensinou que o controle emocional, a calma e a confiança de que conseguiria tudo o que precisava no momento certo.
Interessante que ao ler, recentemente, uma
antiga mensagem, eu descobri que Gandhi fala exatamente dessa experiência
naquilo que intitula de teimosia pacífica:
“As coisas que queremos e
parecem impossíveis só podem ser conseguidas com uma teimosia pacífica!
(Mahatma Gandhi)”.
O Caminho de Santiago, a análise que faço e as
minhas reflexões, fizeram de mim, hoje, um homem, sem dúvida, feliz. A
verdadeira, aquela felicidade que é duradoura, equilibrada em sua intensidade,
sem grandes picos, entretanto, constante, contida, sábia; aquela que enfrenta
momentos de tristeza sem se abalar, sem enfraquecer seu alicerce, aquela que
logo se recupera, tal qual o sol quando fica invisível por nuvens tempestuosas,
e que ressurge, mais cedo ou mais tarde, em todo o seu esplendor iluminando
tudo com sua luz renovadora.
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