terça-feira, 20 de dezembro de 2016


(Imagem do Google)
Ouvir a si mesmo
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Não há luta mais inglória do que aquela travada contra si mesmo. Quando não ouvimos o nosso eu (self), não damos importância àquilo que ele fala. Li, certa vez, que na realidade trata-se de falta de humildade não ouvir a si mesmo. Parece receio de ouvir os próprios pedidos, como se fosse fraqueza atendê-los. Ouvi quando criança a seguinte frase: “homem não pode ter vontade”. Hoje eu não creio que a frase tenha sido dita para ser interpretada no sentido literal, mas no sentido figurado e seria algo assim: “seja determinado e não se deixe abalar pelos desejos”. Bom, assim ao menos, parece menos repressora.
Ouvir a sua voz interior e fazer o que ela nos diz é realizar o milagre de sermos deuses, pequenos é verdade, mas legítimos filhos de Deus; é transformar as criações mentais em objetos materiais, em atitudes concretas, é o processo de criação.
Não podemos deixar as realizações por causa das incertezas, ter dúvidas nos dá a certeza de que estamos progredindo.
Com o tempo descobrimos que nem todas as perguntas têm respostas e que as perguntas têm mais importância do que as respostas. As perguntas dizem respeito às nossas dúvidas, que por sua vez nos levam a outras tantas descobertas. Acabamos, com isso, conhecendo o que efetivamente precisamos, não somente o que queremos.
Somos senhores do nosso destino, recebemos o dom do livre arbítrio. Escrevemos hoje nosso destino futuro, de alegria ou de dor.
Desvendar o que nos diz a voz interior é encontrar a resposta do porquê estamos aqui. Aquela vontade de realizar algo há tanto tempo sonhado, entretanto, não realizado...  Sonhar é viver.... Realizar o sonho é acreditar que é merecido e que é possível.


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