
(Imagem do Google)
Ouvir a si mesmo
Ouvir a si mesmo
By Celso Ghebz Ghelardino
Gutierre
Não há luta mais inglória do que
aquela travada contra si mesmo. Quando não ouvimos o nosso eu (self), não damos
importância àquilo que ele fala. Li, certa vez, que na realidade trata-se de
falta de humildade não ouvir a si mesmo. Parece receio de ouvir os próprios
pedidos, como se fosse fraqueza atendê-los. Ouvi quando criança a seguinte
frase: “homem não pode ter vontade”. Hoje eu não creio que a frase tenha sido
dita para ser interpretada no sentido literal, mas no sentido figurado e seria
algo assim: “seja determinado e não se deixe abalar pelos desejos”. Bom, assim
ao menos, parece menos repressora.
Ouvir a sua voz interior e fazer
o que ela nos diz é realizar o milagre de sermos deuses, pequenos é verdade,
mas legítimos filhos de Deus; é transformar as criações mentais em objetos
materiais, em atitudes concretas, é o processo de criação.
Não podemos deixar as realizações
por causa das incertezas, ter dúvidas nos dá a certeza de que estamos
progredindo.
Com o tempo descobrimos que nem
todas as perguntas têm respostas e que as perguntas têm mais importância do que
as respostas. As perguntas dizem respeito às nossas dúvidas, que por sua vez
nos levam a outras tantas descobertas. Acabamos, com isso, conhecendo o que
efetivamente precisamos, não somente o que queremos.
Somos senhores do nosso destino,
recebemos o dom do livre arbítrio. Escrevemos hoje nosso destino futuro, de
alegria ou de dor.
Desvendar o que nos diz a voz
interior é encontrar a resposta do porquê estamos aqui. Aquela vontade de
realizar algo há tanto tempo sonhado, entretanto, não realizado... Sonhar é viver.... Realizar o sonho é
acreditar que é merecido e que é possível.
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