FESTA
JUNINA, como surgiu?
Adaptação de Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
No mês de junho,
comemora-se em todo o Brasil a Festa Junina, trazida pelos portugueses no
início da colonização.
A princípio, a
festa tinha conotação marcadamente religiosa, que com o passar do tempo foi-se transformando
em festa popular. O nascimento das festividades, segundo estudiosos, tem origem
no período do solstício de verão – passagem da primavera para o verão, que
ocorre em junho na Europa – e tinham o objetivo de afastar os maus espíritos e
de evitar que as pragas atingissem as colheitas. Eram promovidas por povos
pagãos e acabaram incorporadas, quando o cristianismo se estabeleceu como
religião oficial. Foi instituído pela Igreja Católica para facilitar a
conversão dos pagãos, o que de forma semelhante aconteceu na comemoração do
Natal, no mês de dezembro.
Aliás, falamos sobre o Natal, no ensaio: “Minha Mensagem de Natal” e a
data do nascimento de Jesus, também estabelecida pela Igreja. O link dessa
mensagem é: https://nolimiardeumanovaera.blogspot.com/search?q=Minha+Mensagem+de+Natal+
No caso, das
festividades do meio do ano, a Igreja promoveu os Santos dessa época, Santo Antônio,
São João e São Pedro, respectivamente dias 13, 24 e 29 de junho.
A Festa Junina
era tradição popular em Portugal e na Espanha. Quando incorporada no Brasil era
conhecida por Festa Joanina, uma referência a São João, e com o tempo passou a
denominar-se Festa Junina, referência ao período de Junho. A evolução da festa
junina no Brasil trouxe uma relação direta com símbolos característicos das
zonas rurais.
Atualmente a
região Nordeste é a detentora das maiores festas do país.
Nas Festas
Juninas, as danças típicas “as quadrilhas”, não podem faltar. Há ainda os
pratos tradicionais tais como, milho verde e seus derivados, amendoim, pé de
moleque e tendo como bebida o quentão.
“Durante a dança
da quadrilha, alguns nomes de passos mencionados são de origem francesa,
“anarriê”, “ampassã” e “tour”. Utilizados em decorrência da dança, herdada das
festas da aristocracia francesa. Que também, deu origem aos vestidos armados,
uma alusão aos nobres trajes usados nas cortes de França, e que aqui com a
intenção irônica são feitos de “chita”.
“Oportuno é, neste momento, falarmos, também, das músicas tradicionais,
surgidas no Rio de Janeiro e que se espalharam por todo o Brasil no período de
1930 a 1960, aliás, conhecido como a “Era de Ouro do Rádio” no Brasil. Nessa
época as datas festivas eram obrigatórias nas agendas dos grandes compositores,
cantores e gravadoras, havendo uma produção musical direcionada para cada data.
Entre tantas músicas, destacamos, Cai,
cai balão (1933) de Assis Valente; Chegou a hora da fogueira (1933) de Lamartine
Babo; Isto é lá com Santo Antônio (1934) de Lamartine Babo; Pula a Fogueira
(1936) de Joao Bastos Filho & Getúlio Marinho; Noites de Junho (1939) de (Alberto
Ribeiro Da Vinha & Joao De Barro); Pedro, Antônio e João (1939) de Osvaldo
Santiago & Benedito Lacerda; Pra São João Decidir (1952) de Francisco Alves
& Lupicínio Rodrigues; Último desejo (1937) de Noel Rosa; Sobe meu balão
(1935) de Ary Barroso; Tempo Feliz (1952) de Francisco Alves & David
Nasser; No meu tempo de criança (1940) de Custódio Mesquita; Sonho de Papel ‘ou
o Balão vai subindo’ (1935) de Alberto Ribeiro; Chegou a Hora da Fogueira (1933)
de Lamartine Babo, e tantas outras...
A indumentária
dos participantes é uma atração à parte, normalmente vestindo-se de caipira, na
maioria das vezes, de maneira engraçada.
A fogueira das
Festas Juninas é herança das culturas grega, romana e celta. Povos que cultuavam
as fogueiras como um agradecimento aos deuses pelas boas colheitas. A fogueira,
tornou-se um símbolo marcante das festas.
Outro item que
não pode faltar, são as bandeirinhas e que surgiram como uma forma de
homenagear os três santos, Santo Antônio, São João e São Pedro, que
inicialmente tinham as imagens coladas nas bandeirinhas. Antes de estenderam as
bandeiras nos fios, elas eram mergulhadas na água corrente com a intenção de
purificar o ambiente.
O casamento da
Festa Junina, tem como destaque Santo Antônio, o santo casamenteiro, que vem da
tradição dos pedidos feitos por moças em busca de marido. E, que o colocavam de
cabeça para baixo em um balde com água até conseguirem um pretendente.
O casamento acontece
com o pai da noiva apontando uma espingarda para o noivo. Cerimônia que é
finalizada com os noivos já casados, puxando o início da quadrilha.
As festas juninas
trazem “um ar de” saudade. Sensação de estar nos festejos de outrora, e que
deixou boas lembranças em nossos corações.
Vou deixar, também, o link do ensaio “É SÃO JOÃO” onde descrevo em
detalhes algumas lembranças das Festividades de São João. Para quem não leu, recomendo
a leitura. Para quem já leu, ler mais uma vez é a possibilidade de viajar, novamente,
nas emoções de uma época inesquecível. O link dessa mensagem é: https://nolimiardeumanovaera.blogspot.com/search?q=%C3%89+S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+
Conteúdo: Érica Caetano, jornalista, produziu o conteúdo para internet, voltado para o segmento educacional.

Boa tarde Celso!
ResponderExcluirMuito interessante os detalhes da origem da festa junina e demais detalhes.
Acho que o pessoal mais experiente(para não dizer mais velho rsrsrs), com certeza tem ótimas lembranças destes saudosos momentos, quando era muito comum e rotineiro, que nossos pais cantarolavam essas melodias, as quais você citou, construindo uma relação inconfundível com a referida época.
E mais ainda, era pertinente encontrarmos inúmeras fogueiras em cada esquina dos bairros que começavam a se desenvolver, inclusive nas ruas de nossas casas , que eram fechadas para tal evento.
Bons tempos e ótimas lembranças!
Abraços!
Boa tarde, Haroldo! Eu descrevo em detalhes uma das vezes que participei, tinha entre 6 e 8 anos, de uma festa Junina onde os moradores faziam, uma festa junina, em um terreno que ficava defronte a casa em que morávamos: Rua José Bonifácio, 58 (a casa era de seu avô, Hétori. O texto é "É SÃO JOÃO" e o link: https://nolimiardeumanovaera.blogspot.com/search?q=%C3%89+S%C3%A3o+Jo%C3%A3o+
ExcluirÓtimo texto...
ResponderExcluirParabéns, muito esclarecedor, não conhecia a origen da festa Junina e de cada detalhe que você pontuou.
Magnífico meu querido amigo...
Abraço fraterno.
Obrigado Jefferson! Até iniciar a pesquisa, eu também não conhecia alguns fatos. É a nossa história dos festejos juninos.
ExcluirGrande abraço.
Enteresante
ResponderExcluirObrigado!
ExcluirMuito legal a mistura de referências que fez a festa "virar o que virou". Parabéns pela pesquisa e pelo texto padrinho!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ExcluirObrigado, Felipe! Podemos dizer: "Um caldo de cultura, com vários ingredientes."
ExcluirQue interessante meu amigo, minha família adora festa junina, mas com certeza não tínhamos conhecimento de sua origem, eu mesmo apostaria que a origem era nordestina... Muito legal, abraço! Ivan Coral
ResponderExcluirObrigado, por seus comentários, meu amigo. Eu também gosto muito das festividades Juninas.
Excluir