segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

 



Inspetor Carlos, O ETERNO VILIGILANTE

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Hoje, 17 de fevereiro de 2025, retorna à pátria Espiritual, Carlos Miranda, o primeiro herói da TV brasileira, onde interpretava um policial rodoviário, na série “O Vigilante Rodoviário”.

Eu tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente.

Quando da minha formatura do antigo curso primário, em 1963, Carlos Miranda, e seu cão batizado de Lobo, estiveram presentes na solenidade que foi realizada no antigo Cine Anchieta, em São Bernardo do Campo. Lembro-me bem da euforia das crianças quando eles apareceram. Parecia que o cinema ia desabar...   

Mais tarde, em 26 de março de 1994, no Centro Cultural da Vila Baeta Neves, em São Bernardo, foi feita uma homenagem ao Carlos Miranda, onde foi projetado um dos episódios da Série e a seguir um agradável bate-papo, quando o homenageado esbanjou simpatia, aliás, como sempre. Meus filhos, Leonardo e Mariana, ainda pequenos, com dez e cinco anos respectivamente, fizeram várias perguntas a ele, que respondeu com muito carinho.

Encontramo-nos mais duas vezes em datas posteriores, sempre em feiras de carros antigos, onde ele apresentava o Simca Chambord 1959, usado na série. Na série, ele também usava uma moto Harley-Davidson 1952.

A última vez que estivemos juntos, foi quando eu o convidei para um jantar, em novembro de 2007, quando levei minha mãe para conhecê-lo. Ele, sempre cavalheiro, desceu do carro, abriu a porta e estendeu a mão para minha mãe. Ah..., também, fez sucesso no restaurante, pois foi reconhecido,

A série, foi ao ar em 03 de janeiro de 1962, e logo tornou-se fenômeno de audiência, atingindo e mantendo elevados índices.

Embora, ainda fazendo enorme sucesso 1965, Carlos foi convidado para prestar concurso para o preenchimento de uma das três vagas, que haveria naquele ano, para o posto de tenente da Polícia Rodoviária. E, assim assumiu na vida real o que as telas da TV mostravam como sendo um herói brasileiro. Passou para a reserva (aposentou-se), em 1998 com Tenente Coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo.  

Despeço-me do amigo da melhor maneira, que eu acredito...

A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.

Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.

A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Por que eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?

Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho... Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.

Santo Agostinho






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