A origem da árvore de Natal
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Plantas perenifólias, são plantas que mantém suas folhas
inclusive no inverno. São plantas que trazem o símbolo da vida, da
sobrevivência ao inverno.
Algumas culturas, tais como a Celta e a Nórdica, valorizavam bastante às árvores sobretudo carvalhos, pinheiros.
Embora houvesse ligação das árvores com religião, naquela
época nenhuma estava relacionada com o Natal.
Os registros mais antigos são da região germânica. Pois lá é
que se encontram dois elementos, uma lenda e uma tradição que estão ligadas a
origem da árvore de Natal.
A primeira é a chamada “Peça de Mistério”, eram peças
teatrais que aconteciam do lado de fora das igrejas. Ensinavam histórias
bíblicas, ilustrando os mistérios da fé. Essas peças aconteciam no inverno, no
final do ano no hemisfério norte. Um elemento importante dessas peças era a
árvore do paraíso da fábula “Adão e Eva” e, até hoje, as árvores de Natal são
chamadas de “Paradisbaum”, que é árvore do paraíso em alemão.
Outro elemento é uma lenda sobre Martinho Lutero, o reformador
protestante, bispo católico que se rebelou contra os desvios da Igreja do Vaticano.
Segundo a lenda, em 1530, na Alemanha, certa noite, enquanto caminhava pela
floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de
neve, enquanto outras árvores próximas, desprovidas de folhas, estavam como que
sem vida. As estrelas ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com
galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites,
como velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia
presenciado na floresta.
Lutero diante daquele cenário gélido e hostil admirou-se com os pinheiros fortes e elevados apontando em direção ao céu estrelado, como que um símbolo da vida, da sobrevivência, como que a ressureição do Cristo e as estrelas como a estrela de Natal.
Esse costume instalou-se acentuadamente entre os
protestantes na época, enquanto os católicos mantinham o presépio como símbolo de
Natal.
Todavia, apenas no século XIX (dezenove) é que ocorre uma aderência quase que Universal nos países cristãos. Ao que tudo indica, inicialmente, a nobreza alemã adotou essa prática, mas com tanta intensidade que acabou se espalhando para outras nações. Assim em 1816 a princesa Henrietta de Nassau-Weilburg, insere a árvore de Natal em Viena, após casar-se com um nobre austríaco, depois disso em 1837 a princesa Helena de Meclenburg se casa com o duque de Órleans e inicia esse costume na França e algum tempo depois a princesa Sofia Carlota de Meclenburg Strelitz se casa com George III e leva o costume germânico de árvores de Natal para a Inglaterra, onde mais tarde esse costume é adotado pela Rainha Vitória, um ícone da História do Reino Unido, que foi a maior difusora dessa tradição, pois tornaram-se modelo para praticamente o mundo todo a partir do momento em que foi adotada pelos Estados Unidos.
Referências:
Estranha História (Canal do YouTube) e Wikipédia.

Muito interessante!
ResponderExcluirGrande abraço Celso!
Obigado! Abração para você também.
ExcluirMuito interessante Celso!
ResponderExcluirGrande e forte abraço!
Natal, um assunto que me apaixona. Obrigado Haroldo e grande abraço.
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