quarta-feira, 23 de novembro de 2022

 

Gal, Boldrin e Erasmo

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre 

 

Gal, Boldrin e agora Erasmo...

Vai dando uma saudade!

Todas as religiões são espiritualistas e acreditam na sobrevivência da alma, portanto o passamento não deveria ser tão doloroso para nós, pois a essência do ser é eterna. Todavia, padecemos pela ausência daquele que morre. E, o luto representa o momento onde expurgamos toda tristeza.

Neste novembro, fomos surpreendidos por três referências culturais que partiram deixando suas artes e, também, saudades.

Rolando Boldrin, ator, diretor, cantor, compositor e apresentador, destacou-se na divulgação da cultura brasileira, especialmente a autêntica música sertaneja.

Erasmo Carlos, compositor, cantor e músico foi um dos pioneiros do Rock no Brasil. Um dos pilares do que foi chamado “Jovem Guarda”, programa de TV que posteriormente passou a ser considerado como movimento musical. Inicialmente fazendo versões de “Rhythm and blues” e posteriormente compondo suas próprias músicas e formando uma das mais importantes parcerias musicais com Roberto Carlos.

E a cantora que Erasmo definiu como sinônimo de arte...  Seu nome: Maria da Graça Costa Penna Burgos, ou simplesmente, Gal...

Gal, canto de sereia do bem, que leva a um mergulho profundo na sensibilidade potente de uma voz doce e de oitavas acima. 

No balançar de seu corpo esguio e sensual chamava atenção visual para o que estava oculto: A arte pura, manifestando-se através da sua suave voz de baianinha faceira.  

Gal, ultrapassou fronteiras. Sua voz... ah, sua voz, uma das mais belas do mundo!

Mas a garota tímida, que veio da Bahia, nos deixou. Assim que eu soube da sua partida, a primeira coisa que veio à mente foi a sua incomparável interpretação da música “Baby”, de Caetano Veloso. Fui surpreendido por um encantamento, assim que a ouvi pela primeira vez em 1969.

Você precisa saber da piscina

Da margarina, da Carolina, da gasolina

Você precisa saber de mim

Baby, baby, eu sei que é assim

Baby, baby, eu sei que é assim...

9 comentários:

  1. É, meu amigo, nossos "heróis" estão partindo, e nos deixando co overdose de saudades...

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    1. Verdade meu amigo Artur. Gostei do termo "overdose de saudades"!

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    2. Só parodiei Cazuza, mostrando que uma palavra fora de um contexto não tem um significado absoluto. Overdose, sempre utilizada para designar coisas ruins, também pode fortalecer um sentimento doloroso, mas bom. Aliás, foi Cazuza quem criou "... um museu de grandes novidades".

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  2. Quando partem pessoas.sempre fica um vazio, em geral são parentes e amigos, mas quando esse vazio é deixado por pessoas com as quais não tivemos contato pessoal, percebemos que somos uma única família.

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  3. Fernanda Torres, exagerando na irreverência, escreveu: 'Deus deve ser caolho ou ser ruim de pontaria'. Passado o choque, penso que ela não deixa de ter razão. Mesmo com idades avançadas, Boldrin, Gal e Erasmo poderiam e deveriam fazer este mundo melhor por muito mais tempo. Mas, seja feita a Sua vontade, mesmo porque, assim como tantos que partiram antes do combinado, eles sempre estarão conosco, naquele lugarzinho especial que são nossos corações.

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  4. Boa noite!
    O tempo passa, ninguém fica para sempre, apenas permanecem lembranças e saudades. Abraços!

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