Gal,
Boldrin e Erasmo
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Gal, Boldrin e agora Erasmo...
Vai dando uma saudade!
Todas as religiões são espiritualistas e acreditam na
sobrevivência da alma, portanto o passamento não deveria ser tão doloroso para
nós, pois a essência do ser é eterna. Todavia, padecemos pela ausência daquele
que morre. E, o luto representa o momento onde expurgamos toda tristeza.
Neste novembro, fomos surpreendidos por três referências
culturais que partiram deixando suas artes e, também, saudades.
Rolando Boldrin, ator, diretor, cantor, compositor e
apresentador, destacou-se na divulgação da cultura brasileira, especialmente a
autêntica música sertaneja.
Erasmo Carlos, compositor, cantor e músico foi um dos
pioneiros do Rock no Brasil. Um dos pilares do que foi chamado “Jovem Guarda”,
programa de TV que posteriormente passou a ser considerado como movimento
musical. Inicialmente fazendo versões de “Rhythm and blues” e posteriormente
compondo suas próprias músicas e formando uma das mais importantes parcerias
musicais com Roberto Carlos.
E a cantora que Erasmo definiu como sinônimo de arte... Seu nome: Maria da Graça Costa Penna Burgos,
ou simplesmente, Gal...
Gal, canto de sereia do bem, que leva a um mergulho profundo
na sensibilidade potente de uma voz doce e de oitavas acima.
No balançar de seu corpo esguio e sensual chamava atenção
visual para o que estava oculto: A arte pura, manifestando-se através da sua suave
voz de baianinha faceira.
Gal, ultrapassou fronteiras. Sua voz... ah, sua voz, uma das
mais belas do mundo!
Mas a garota tímida, que veio da Bahia, nos deixou. Assim que
eu soube da sua partida, a primeira coisa que veio à mente foi a sua incomparável
interpretação da música “Baby”, de Caetano Veloso. Fui surpreendido por um
encantamento, assim que a ouvi pela primeira vez em 1969.
Você precisa saber da
piscina
Da margarina, da
Carolina, da gasolina
Você precisa saber de
mim
Baby, baby, eu sei
que é assim
Baby, baby, eu sei
que é assim...
É, meu amigo, nossos "heróis" estão partindo, e nos deixando co overdose de saudades...
ResponderExcluirVerdade meu amigo Artur. Gostei do termo "overdose de saudades"!
ExcluirSó parodiei Cazuza, mostrando que uma palavra fora de um contexto não tem um significado absoluto. Overdose, sempre utilizada para designar coisas ruins, também pode fortalecer um sentimento doloroso, mas bom. Aliás, foi Cazuza quem criou "... um museu de grandes novidades".
ExcluirQuando partem pessoas.sempre fica um vazio, em geral são parentes e amigos, mas quando esse vazio é deixado por pessoas com as quais não tivemos contato pessoal, percebemos que somos uma única família.
ResponderExcluirBela conclusão! "Somos uma única família".
ExcluirFernanda Torres, exagerando na irreverência, escreveu: 'Deus deve ser caolho ou ser ruim de pontaria'. Passado o choque, penso que ela não deixa de ter razão. Mesmo com idades avançadas, Boldrin, Gal e Erasmo poderiam e deveriam fazer este mundo melhor por muito mais tempo. Mas, seja feita a Sua vontade, mesmo porque, assim como tantos que partiram antes do combinado, eles sempre estarão conosco, naquele lugarzinho especial que são nossos corações.
ResponderExcluirSempre ficarão em nossos corações, aliás, morada do amor!
ExcluirBoa noite!
ResponderExcluirO tempo passa, ninguém fica para sempre, apenas permanecem lembranças e saudades. Abraços!
Grande abraço meu amigo Haroldo!
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