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Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Em
nossa última publicação, “Leitura Obrigatória”, enfatizamos a influência da
leitura no exercício do crescimento da inteligência. Mas, como avaliar a
inteligência de cada um, mensurar a faculdade do conhecimento profundo?
No
início do século XX era dimensionada pelo QI (quociente de inteligência), que
levava em consideração as habilidades de aritmética, memorização e vocabulário.
Mais tarde, nos anos 1980, Gardner, considerando restrita a análise do QI, catalogou oito tipos de inteligência, “A Teoria das Inteligências Múltiplas”, as quais temos potencial para desenvolver.
1.. 1. Linguística ou verbal: caracteriza-se pelo aprimoramento da síntese, pelo poder de adequar as palavras; propiciando a sensibilização e a riqueza de vocabulário. Traduz o domínio da expressão com a linguagem verbal;
2. 2. Lógica ou matemática: é a capacidade de comunicar-se por símbolos. É também a capacidade de raciocínio lógico, da compreensão de modelos e da facilidade de lidar com conceitos científicos;
3. 3. Espacial: é a capacidade de criar,
formar e operar um modelo de mundo no espaço, despertando a ficção e a
fantasia, e o sentido de movimento, localização e direção;
44. 4. Musical: representa uma forma de comunicação marcada pelo talento e está presente em todas as pessoas. É o domínio da expressão através dos sons;
5. 5. Corporal/Cinestésica: usa qualquer parte do corpo para se comunicar, tendo a capacidade de resolver problemas e elaborar formas de comunicação com o mesmo. Também revela o domínio dos movimentos do corpo;
6. 6. Naturalista: é a percepção da
natureza inserida no meio, a facilidade de compreender os processos da
natureza, paisagistas e os curandeiros por exemplo;
7. 7. Interpessoal: é a capacidade de
compreender os que nos cercam e o que os motivam, saber conviver com os outros,
entender as reações humanas e criar empatia;
8. Intrapessoal: é a capacidade de
formar um modelo coerente de si, querer-se bem, de autoestima, automotivação e
do amar-se, além da habilidade de administrar os sentimentos a seu favor.
Todavia
as perguntas que, sempre nos levam às descobertas, não param e então, a partir
dos anos 1990 descobriu-se a “Inteligência Emocional”, capaz de descrever,
reconhecer e avaliar os sentimentos próprios, bem como, os dos outros e,
principalmente, saber como lidar com eles, explicou que não bastava alguém ser
gênio se não soubesse lidar com suas emoções. Aliás, a filosofia Ikigai
considera o fator “emoção” como boa parte do sucesso e da capacidade de
liderança de um ser humano.
Filosofia Ikigai? É uma filosofia de vida da ilha de Okinawa, no sul do Japão, local onde as pessoas são mais felizes, vivem em média mais de 100 anos. É um modo de pensar (filosofia) que proporciona descobrir um novo significado à vida, tais como mais sentido e propósito para seus trabalhos, relacionamentos e vidas. Em resumo significa: “A razão pelo qual eu acordo todos os dias pela manhã” ou “Razão para viver”.
Hoje, novas descobertas apontam para
um terceiro quociente, o da Inteligência Espiritual. É chamada, também, de um
“PONTO DE DEUS” no cérebro.
No livro QS (Quoeficiente Spiritual) ou Coeficiente Espiritual, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico, a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Seu trabalho é baseado em pesquisas divulgadas por cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado “Ponto de Deus” no cérebro, uma área responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O que é inteligência espiritual?
É a inteligência, que coloca nossos
atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os
mais efetivos. Ter alto quociente espiritual implica ser capaz de usar o
espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso
de finalidade e direção pessoal. Aumenta nossos horizontes e nos torna mais
criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e
solucionamos problemas de sentido e valor. Está ligada à necessidade humana de
ter propósito na vida. É ela que usamos para desenvolver valores éticos e
crenças que vão nortear nossas ações.
Os cientistas descobriram que temos um
"ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz
buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à
experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e
seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem
realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência
intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por
hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou
inteligência emocional. E, este novo tipo permite o pensamento criativo, capaz
de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se
formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o
QS (Quociente Espiritual), ou inteligência espiritual.
Lobos temporais? Ficam localizados na parte lateral do cérebro, por cima das orelhas. São parte da estrutura responsável pelo gerenciamento da memória.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A
inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me
comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência
espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular.
Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do
Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O
quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas
como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso.
Pôde-se agora confirmar
cientificamente a afirmação das religiões: “A espiritualidade sempre esteve
presente na história da humanidade”.
Os tipos de inteligência mencionados
não são os únicos conhecidos e que ainda serão no futuro, mas, apenas os mais
citados.
Bibliografia:
· II
·

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