A
felicidade, segundo
o homem mais feliz do mundo
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Hoje, por grande parte das pessoas, há consciência de que a felicidade está, entre outras, na qualidade de vida, e não em ter mais dinheiro, por exemplo.
Mas, o que especificamente faz alguém feliz?
Há alguns dias, eu ouvi uma menção sobre “O homem mais feliz do mundo”,
pesquisei e encontrei, porém, o conteúdo parecia familiar, fato que me levou a
visitar meus arquivos pessoais de tudo o que considero interessante, quando então
encontrei uma pasta do início de 2019 que tratava sobre o assunto de o segredo
da felicidade de Mathiueu Ricard, doutor em biologia molecular, monge budista
no Nepal e assessor pessoal de Dalai Lama. Ele, assim como, centenas de
voluntários, foram submetidos a exames cerebrais por cientistas da Universidade
de Wisconsin, nos EUA. Ricard superou não somente todos os outros
participantes, mas os próprios limites estabelecidos pelo estudo em 50%! O fato
de ter ultrapassado, em muito, a nota máxima contribuiu para que fosse
declarado “O homem mais feliz do mundo”.
Ele mesmo contesta a frase ao dizer: “Como é
possível saber quem é o mais feliz entre 7,5 bilhões de pessoas.
Afirma que felicidade não significa uma
sequência interminável de sentimentos de prazer, mas consequência de senso de
altruísmo, compaixão, liberdade interior, resiliência, equilíbrio emocional,
equilíbrio interior, paz interior e outros sentimentos nobres. Qualidades que
são desenvolvidas através da prática e do treinamento da mente.
Estar bem e se sentir satisfeito com pouco.
Trabalhar em projetos sociais proporcionam
poderoso motivo de satisfação pessoal.
Desenvolver práticas espirituais e desfrutar
de cada momento da vida, procurando servir aos outros.
O segredo da felicidade é o altruísmo e a
compaixão. De nada adianta a busca da felicidade egoísta, pois torna sem
importância a sua vida e a dos outros. Enquanto, através do altruísmo todos
ganham. Quando levar felicidade aos outros diminuindo o sofrimento é o
objetivo, o resultado é a sensação de grande felicidade.
A riqueza, embora não seja sinônimo de
felicidade, não é ruim, mas o apego a ela sim. Quando o apego e a obsessão se
instalam, viciam, afligem e não há felicidade.
A mente que foca exclusivamente as ilusões do
mundo, que se considera superior aos outros, não consegue ser feliz.
Ficar triste é normal, ninguém é feliz o tempo
todo. Diante de uma injustiça, de uma discriminação, de um abuso, da pobreza, a tristeza é natural, e pode ser estímulo para que se faça algo
para erradicar ou minimizar sofrimentos. Nesses casos, entendo, a tristeza é
semente de amor.
Há que se ter cuidado com algumas criações
mentais, tais como, orgulho, ódio, ciúme doentio, desejo compulsivo. Nesses
casos se perde a liberdade e tem início as criações mentais.
É a mente que traduz as circunstâncias
externas em felicidade ou infelicidade. Treinar a mente para que ela se liberte
das tendências habituais e pensamentos automáticos é a abertura para ser mais
feliz.
Não há um único conselho para se atingir a
liberdade interior, pois leva tempo e perseverança, mas é a aventura mais
inspiradora da vida. E passa obrigatoriamente pela libertação do egoísmo e do
cultivo da bondade, da benevolência e compaixão. O cérebro tem plasticidade, ou
seja, ele se converte naquilo a que nos acostumamos pensar, essas ideias
reforçadas continuamente se estabelecem. Cultivando o altruísmo e o equilíbrio
emocional, o cérebro será fortalecido nisso.
Com certeza, tudo o que foi visto não é
novidade, desde há muito recebemos em nosso planeta mestres, isso enriqueceu
diversas culturas, incluindo a China milenária, das tradições; a Índia védica,
celeiro de ensinamentos espirituais; o Egito das pirâmides que revelam os mais
extraordinários conhecimentos; a Grécia da filosofia precursora dos princípios
cristãos; e Israel que recebeu em seu seio o maior de todos os mestres, Jesus.
Através de um experimento científico, nas palavras de um cientista, foi reiterado o que sempre nos foi dito. Tudo o que fazemos aos outros, ao Universo, nos atingirá mais cedo ou mais tarde, não há como evitar. Em síntese, o monge é feliz porque pôs em prática com sabedoria, todas as virtudes. O caminho está delineado, apenas nos cabe percorrê-lo.
Adaptação da reportagem: O segredo da felicidade de Mathiueu Ricard, o 'homem mais feliz do mundo' de Irene Hernández Velasco - BBC News Mundo - 1 janeiro 2021

Trabalhar em projetos sociais deixa a pessoa feliz.
ResponderExcluirSem dúvida Jayme! Os maiores beneficiados somos nós mesmos.
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