sábado, 11 de janeiro de 2020

Uma caneta, papel e algumas ideias...
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre 

A alfabetização apresenta um grande desafio, é uma das fases mais difíceis para a criança. Aprender e entender os símbolos gráficos usados para compor palavras que estabelecem linguagem de expressão na comunicação entre as pessoas. Será necessário enorme esforço de memorização e de coordenação motora fina para reproduzir cada palavra. Mas, chegará o momento, após muito treino, em que não mais precisará lembrar-se da técnica de aprendizado, a escrita acontecerá automaticamente.
Assim também ocorre com quem se propõe a ser um autor da escrita. Inicialmente, é difícil reproduzir uma ideia no papel. Os pensamentos são muito rápidos e ao ler percebe-se que não ficaram tão claros, então certas informações precisam ser acrescentadas, pois o leitor não pode entender o que o escritor expressou através da sua subjetividade pessoal.
Escrever é uma forma de arte, tem o poder de entreter, ensinar e, também, emocionar, além de deixar em suas linhas um pouco da personalidade do autor. Todo mundo conversa sobre várias coisas, todavia, os escritores dispõem cada palavra de modo elegante e com estilo.
As palavras transmitem imagens com sentimentos e cores, o papel onde se projetam é tal qual uma tela de pintura.
Escrever é aprender através do caminho das linhas. À medida em que se escreve, os sentidos ficam mais sensíveis, percebe-se tudo o que acontece à volta. Fatos ou acontecimentos mandam, como que, mensagens que antes não eram percebidas.
A partir de uma frase ou de uma imagem, surge uma ideia que, desenvolvida se torna um texto, inicialmente bruto, mas que após ser lapidado se transforma em uma mensagem rica em informações e emoções.
Por vezes a inspiração o acorda durante o sono. É preciso, nesse exato momento, deixar o conforto do leito e anotar rapidamente o que está chegando à mente. No dia seguinte, a partir dos rabiscos noturnos, surgirão as frases que irão compor o texto.
A inspiração é uma explosão criativa, um momento gerador, as palavras nascem, talvez semelhante ao momento da mulher quando realiza o milagre da “luz”.
O escritor não é um sábio que tem todas as respostas, mas alguém que, também, busca as respostas, e coloca no papel àquelas que já encontrou e as suas dúvidas ainda não respondidas.
Assim, como eu escrevo, sou um escritor. Posso não ser famoso. Talvez não seja, nem mesmo, um bom escritor...
Todavia, o mais importante, para mim, é que eu escrevo. Ah, isso eu faço!

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