
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Existem passagens em nossas vidas que são inesquecíveis e esta é uma delas.
Quando criança, eu sonhava com as estrelas.
Na
véspera de Natal ia dormir mais cedo, sem esperar a ceia. Dormindo, eu não
percebia as horas passarem, assim o encontro com o presente, debaixo da
árvore, acontecia mais rápido.
Com
o passar dos anos, a ceia assumiu maior importância. Entes queridos e amigos
especiais, reunidos em confraternização. A mesa repleta com frutas de época,
peru de Natal, “tender”, arroz de Natal, panetone, mousse, as frutas secas, nozes, amêndoas, castanhas e avelãs.
E,
isso aconteceu por muitos anos, até que... Um Natal teve configuração singular,
foi aquele em que passei sozinho. Aliás, foram dois, mas o último foi adornado
com rara beleza.
Por
volta das 20 horas já era percebida a ansiedade das pessoas nas casas de
entorno, que só foi aumentando com a aproximação da meia-noite. Nesse
período, envolvido pelo silêncio em que me encontrava, pensava eu sobre as voltas que a vida dá. Quanta
coisa, que eu sequer sonhara. havia acontecido; oportunidades que deixei
passar; pessoas que conheci, algumas que se tornaram grandes amizades, outras
passageiras tais quais chuva de verão.
Em
dado momento resolvi preencher o vazio com música, de Natal, claro... Assim dei
início a minha ceia, com “tender”, queijo, vinho e nozes.
Todavia,
eu queria fazer algo que tivesse uma correlação maior com a data em que se
comemora o nascimento do Menino Jesus.
Passava
da meia-noite quando resolvi fazer uma prece e a leitura da crônica de Leon
Tolstoi, “Onde existe amor, Deus aí está! ”. Fiz a leitura em voz alta e em
dado momento minha voz cada vez mais eloquente reverberava em minh’alma, já não
me via em leitura, mas dentro do texto. Bem antes de terminá-la meu rosto já
estava inundado de lágrimas e o ambiente encontrava-se sob efeito de um brilho que não era
proporcionado unicamente pelas lâmpadas. Espargia amor não apenas de meu
coração, mas de corações que meus olhos não viam. Senti que não me encontrava só.
Se
antes eu sonhava com as estrelas, agora eu era envolvido pelo brilho delas!
Esse
Natal foi sem dúvida o mais marcante que passei, foram momentos que não esquecerei
jamais.
Foi
uma noite mágica. De alguma forma, amigos vindos de outras esferas me fizeram
companhia e proporcionaram imensa alegria que, neste momento, compartilho com
todos vocês.
Feliz
Natal!!!
Lindo texto, amigo! Imagino que esta seja a melhor forma de se passar um Natal sozinho. Vou reservar esta crônica de Tolstói para ler. Um abraço e Feliz 2019!
ResponderExcluirBom dia, amigo Thomaz. Posso lhe garantir que foi! Grande abraço, obrigado pelas palavras e feliz ano novo!
ExcluirBoa tarde Celso!
ResponderExcluirSem dúvida a época do Natal marca sempre nossas vidas, como você bem colocou, de acordo com as diversas fases de nossas idades.
Maravilhoso o seu testemunho, referente a manifestação de Deus!
Assim como você fez, que possamos lembrar mais de Jesus nesse tempo natalino, fazendo Dele, o motivo principal das comemorações!
Abraços!
Sem dúvida, a manifestação foi maravilhosa! Muito obrigado pelas palavras. Abração!
ExcluirLinda experiência, obgda por compartilhar novamentw
ResponderExcluirMuito obrigado! Muitos novos amigos não conheciam e outros, tais quais você, gostam de rever...
ExcluirTexto maravilhoso, consegui sentir a emoção em cada parágrafo.
ResponderExcluirObrigada por compartilhar 🙏
Muito obrigado, fico muito feliz em ler suas palavras. Na realidade foi um momento intenso, um dos mais bonitos que vivenciei, o que me inspirou a compartilhar.
Excluir