By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Sempre
gostei das palavras, daquilo que elas podem trazer.
Em
poucas linhas resumem muitas ideias, conceitos, sentimentos e tantas outras
coisas, como, por exemplo, descrever a passagem do tempo.
O
tempo que se vive agora, aquele que se espera e aquele que já se foi.
Cada
um “dos tempos” reverbera no coração com intensidades diferentes, semelhante à
sutileza de tonalidades da luz do sol cintilante quando surge ou se põem. Na
aurora, seus raios de luz, trazem a claridade que rompe o véu da escuridão
tingindo-o de tons rosáceos, com tal beleza que parece se ouvir envolvente música
cuja harmonia de sons promove sentido e vida à própria vida. Enquanto os raios
do pôr do sol, mais resplandecentes, em seus laranjas
e vermelhos vibrantes, enfatizam a despedida do dia e o início da noite, lembrando
o término de uma jornada, sutilmente aumentando a acuidade visual da alma e inspirando
a razão a ouvir o coração.
Momento
onde eu recordo com mais sabores, perfumes e paixão a caminhada realizada.
Sou viajante do tempo, e nesta vida andei
sozinho por incontáveis caminhos.
Buscava em cada um deles o amor
verdadeiro, que os gregos definem como alma gêmea.
Sempre
esperei que acontecesse casualmente, tipo aquele esbarrão sem querer, seguido
pelo olhar que acelera o coração.
Que
proporcionasse a impressão de que eu a conhecia desde sempre, embora nunca a
tivesse visto antes.
Bem,
essa era a minha expectativa. Dizem que a expectativa é a mãe da frustração.
Sinceramente, eu espero que estejam enganados.
Ao longo desses caminhos encontrei
muitas garotas e com cada uma vivi grandes momentos. Tocantes impressões como a
maciez da pele, o olhar sereno e profundo, o sorriso cativante, as madeixas
agitadas pelo vento, as curvas do corpo realçadas pelos raios do sol.... doces
lembranças.
Memórias que quase dizem que tudo
aconteceu ontem.
O meu percurso em cada um desses
caminhos e o encontro com aquelas que, em determinado momento, deixaram, para
sempre, um pouco da sua essência em meu coração.
Por isso não posso me queixar. O Amor
foi generoso comigo, sempre apresentando alguém, que em determinado momento, me
fez feliz.
Assim continuo a percorrer novos
caminhos.
Encontrarei o que procuro? Quem sabe
após a próxima curva.
Eu acredito e sigo adiante, não cobro
nada, apenas caminho, mas no fundo
eu sei, que em algum lugar, quando menos eu esperar, lá estará ela.
(Reeditado em 2022/10/18)

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMuito bom, excelente Parabéns pelo belíssimo texto
ResponderExcluirObrigado, amigo Klaus.
ResponderExcluirGrande abraço.
Profundo veio de sua alma! Você escreveu de forma a cativar até a imaginação, parabéns!
ResponderExcluirObrigado, minha amiga, Renata. Vindo de uma escritora é um grande elogio.
ResponderExcluirParabéns! Muito bom 😊
ResponderExcluirObrigado, amigo ou amiga, Unknown... rsrs Quem sabe em algum momento, terei o prazer de descobrir quem é? Abraço!
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ResponderExcluirBrilhante, tocante. Parabéns ao autor, com forte abraço do Helio
Muito obrigado amigo Hélio! Abração!
ExcluirQue coisa mais linda !! Um abraço Celso !
ResponderExcluirMuito lindo 👏😍
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