terça-feira, 6 de março de 2018

(IMAGEM GOOGLE)
A MISSÃO DE CADA UM

By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Embora, nem sempre seja claro ou se acredite, cada um tem uma missão. Essa missão, por vezes, é confundida com, por exemplo, casar e ter filhos que, sem dúvida, é importante. Porém, a amplitude da missão é incomparavelmente maior, especialmente quando objetiva proporcionar algo para a coletividade.
Para descobri-la, é preciso saber ouvir a própria essência. É algo que vem da alma, e muitas vezes está em contradição com as atividades desenvolvidas ou a profissão, pois vivemos uma realidade que está distante do nosso eu verdadeiro. Incoerência esta que, provoca um grande vazio íntimo, uma insatisfação crônica, que só será superada quando cumprida a missão!
Uma vez descoberta a missão, há que se pensar em como ela será realizada. Para isso se faz necessário organizar metas para a sua concretização, acreditar em seu potencial, depois trabalhar para atingi-la. Quando se foca em um objetivo altruísta, todas as boas energias do Universo são atraídas corroborando para sua realização.
A minha missão
A primeira grande barreira, foi saber ouvir o meu eu, a interferência provocada pela agitação do dia-a-dia era intensa e bloqueava essa percepção.
Todavia, quando a intuição aflorou, eis que surgiu a cristalina verdade de que viver para realiza-la é imensamente superior a sobreviver a rotina tediosa.
A minha missão não visa retorno monetário, e sim fazer o bem ao maior número possível de pessoas, ainda que em pequena escala, realizar algo para a humanidade.
Foi o que estabeleci para mim como objetivo, escrever para que as pessoas conseguissem se sentir melhor, mais felizes, mais reflexivas. Que sonhassem e realmente vivessem plenamente.
Essa é a minha grande ambição. Inicialmente, até sonhava em receber remuneração de alguma revista ou jornal, pelas publicações. Hoje, objetivo exclusivamente ser arauto de tudo o que faz bem.
É a minha contrapartida ao bombardeio diário de notícias ruins que, deixam todos assustados, pessimistas e desesperançados.
O bem é a realidade, enquanto o mal é a ausência do bem, como nos ensina a Sabedoria.
Está na hora de acreditarmos no bem, de mudarmos para melhor, de sermos melhores, de trabalharmos para a sua implantação definitiva na Terra.
É um sonho? Sim, mas um sonho bom. Basta de pesadelos.
Não desanime pelo fato do mundo estar conturbado, pois ocorre da mesma forma em uma casa quando é reformada para melhor. As mudanças já começaram, a bagunça tornou-se aparente, embora ela sempre estivesse presente, a diferença é que agora ela é visível. E, sendo vista, ela pode ser modificada.
A sensação inicial é a de remar contra a maré, os pessimistas de plantão afirmarão, o mundo nunca irá mudar, não adianta. Esquecendo-se de que não há verdade absoluta para nós, humanos. A dificuldade está em ter coragem para mudar. A mudança começa na parte para atingir o todo, assim como, começa em cada um para atingir a coletividade.
Comece a mudando a si mesmo e a mudança ganhará progressivamente, e cada vez mais rápido, a mudança dos demais.

2 comentários:

  1. Muito sabiamente seu texto mostra que a missão de cada um em busca de ser feliz, dentro de uma coletividade, passa pela solidariedade para com os demais, exercida de muitas formas, entre elas textos como os que escreve.

    Na Revista Espírita de janeiro de 1867, há o seguinte texto:
    "É em vão que procura o complemento do seu ser, quer dizer, a felicidade em si mesmo ou naquilo que o cerca isoladamente:ele não pode encontrá-lo senão no homem ou na humanidade. Não fazeis, pois, nada para ser pessoalmente felizes, enquanto a infelicidade de um membro da humanidade, de uma parte de vós mesmos, possa vos afligir.
    A civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestar mutuo apoio. Os que vivem à custa das privações dos outros exploram, em seu proveito, os benefícios da civilização. Desta têm apenas o verniz, como muitos há que dá religião só têm a mascara."

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  2. Olá amigo Claudio! Muito interessante a matéria da Revista Espírita. E, mais uma vez, obrigado pelas suas palavras.
    Grande abraço!

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