terça-feira, 24 de outubro de 2017

(IMAGEM GOOGLE)

Aquela dor no coração
(Rep)
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Algo que ameniza, porém não passa; às vezes parece que foi embora, entretanto volta com intensidade redobrado.
Suas lembranças machucam profundamente, não o corpo, mas a alma; têm sabor amargo e não há como tirar o gosto de fel; o pensamento, otimista como sempre, tenta argumentar que logo irá superar e tudo o que se espera de felicidade virá, no entanto logo suas palavras são sopradas para longe pelo vento da realidade...
Existem muitas formas de sofrimento, a do coração talvez seja a mais profunda. Não é fácil conviver com ela, sobretudo quando não há previsão para que ela desocupe o coração.
Entretanto o que é a vida sem amar, se não a própria ausência da vida!
Quando a cautela é grande, os riscos são minimizados; porém como viver sem o oxigênio do coração: o amor?
Vale a pena arriscar pela felicidade?
Viver covardemente para talvez não sofrer?
Carlos Drummond de Andrade ousou responder a essas indagações:

O desperdício da vida

“Cada dia que vivo, mais me convenço
de que o desperdício da vida está no amor
que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.”

A felicidade é conquistada individualmente, ou seja, sem a necessidade de outro, todavia quando há alguém ela se expande, se consubstancia.
Por outro lado, sentimentos escondidos ou contidos, materializam-se em doenças, algumas delas graves.
É difícil falar em um remédio para curar a dor que oprime o peito, especificamente o coração, no entanto o Universo conspira a seu favor, e tudo caminha para o equilíbrio – mesmo que não pareça. O que é verdadeiro permanece, o que não é não fica. Pense positivamente e deseje o melhor. E, ele virá.
Por isso: “Não abandone o amor, jamais deixe de amar”!

4 comentários:

  1. Que lindo texto!
    "Existem muitas formas de sofrimento, a do coração talvez seja a mais profunda."
    Creio que perder um ente querido seja a mais profunda. Já vi gente enlouquecer por ter perdido um filho. Ohh... :(
    “Não abandone o amor, jamais deixe de amar!"
    Nunca, nunca, nunca! :D <3
    Bjs!
    Viviane

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    Respostas
    1. Obrigado Viviane!
      Assim como você, eu também, acredito que a dor do sofrimento (coração) é a mais intensa.
      Bjs querida!
      Celso

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  2. Parabéns, Celso. Que beleza. Lembro de quando você estava projetando o 'No Limiar'. Mal sabia que você tinha tanto a ensinar e sei que ainda há muito mais. Obrigado e um abraço.

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  3. Muito obrigado, por suas palavras, meu amigo Darci! Não é sempre que recebemos tão grande distinção!

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