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BRASIL, aonde quer chegar?
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Dia 02 de agosto de 2017, a Câmara dos Deputados decidiu em
votação pelo arquivamento do parecer que pede que o Supremo Tribunal Federal
abra processo contra o presidente da República Michel Temer por corrupção
passiva.
Não podemos prejudicar a reforma trabalhista em andamento e
a melhora de todos os indicadores econômicos e de emprego por causa de uma
denúncia sobre o Presidente, esse foi um dos mais mencionados argumentos para
justificar o arquivamento do processo.
Por melhores que sejam as medidas acima: a reforma
trabalhista, os indicadores econômicos, uma coisa não tem nada a ver com outra,
pois ninguém está acima da lei.
Os políticos, de maneira geral, sempre justificam atitudes
que não correspondem ao anseio popular, todavia os argumentos não convencem.
Minha formação acadêmica não é na área do direito, então não
posso opinar se a denúncia do ministério público contra Temer é tecnicamente
sustentável ou não, porém justificar a sua permanência mencionando seu trabalho
é no mínimo pífia, até porque ele e seus ministros estão lá para fazerem o
melhor para a população e o país.
A presidente Dilma sofreu “impeachment”, se Temer incorreu
em corrupção passiva o que se espera é a mesma punição, ninguém está acima da
lei.
Nossos políticos caminham contrariamente aos políticos de
países como Dinamarca, Suíça, Suécia, Holanda, Áustria e outros que tais, lá
nesses países o político tem é compromisso e não regalias. Lá os funcionários
públicos têm os mesmos direitos e deveres que todos os demais funcionários da
iniciativa privada.
Aqui, lamentavelmente, quando as despesas exorbitam o
orçamento a solução é aumentar impostos, como no recente caso dos combustíveis.
Não existe controle das despesas, repassa-se para o contribuinte mais impostos.
Enquanto não houver uma reforma em todos os poderes da
república, executivo, legislativo e judiciário, no sentido de regulação de
salários, benefícios, aposentadorias privilegiadas, direitos e mais direitos,
estaremos apenas atingindo as “beiradas”, nunca o cerne do problema. Tudo não
passará de uma grande hipocrisia. Fecharemos torneiras, mas deixaremos as
comportas da represa escancaradas.
Outras perguntas: Por que tantos deputados, por que tantos
assessores para cada deputado, por que carro individual, por que ajuda moradia,
ajuda combustível, ajuda..., ajuda e mais ajuda?
Ah, e por que um senado se já temos a câmara dos deputados?
E o Poder Judiciário, também, com suas regalias?
Podem dizer que muito do que eu critiquei tem amparo legal,
e eu respondo com outra pergunta: “mas é moral”? Qual a lei que se sustenta sem
base moral?
A nossa república tem muita semelhança com a França, pena
que não com a França contemporânea, mas com a França de 1789, que teve na Queda
da Bastilha o marco central da Revolução Francesa.
Até quando vamos viver no Brasil a história do “faz de
conta”?
Desculpem o desabafo, mas precisava disso para poder
respirar um pouco!
Não tem conserto, amigo Celso, até porque são essas pessoas (que usufruem de privilégios obscenos num país com as carências do Brasil) que fazem as leis. Um provérbio maroto retrata bem o espírito do brasileiro: "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não tem arte". E o que nossos legisladores melhor sabem fazer é repartir e ficar com a melhor parte. Enquanto você publicava este artigo o excelentíssimo ministro da Fazenda justificava os novos aumentos das alíquotas de Imposto de Renda para cobrir os rombos cuja origem maior são os dados que você mencionou. Fiz uma pequena viagem neste fim de semana e paguei doze pedágios, lembrando em cada um deles que já pago IPVA. Bi-tributação é um dos crimes contra o contribuinte. Abraço.
ResponderExcluirSinceramente caro Darci eu espero que você esteja errado que, em algum momento, pessoas do bem façam parte da Câmara e do Senado e que se prestem a cumprir suas funções de forma ética e moral. Embora seu argumento inicial seja irrefutável, eu tenho esperança na mudança, mesmo que haja uma nova "queda da Bastilha"!
ExcluirAbração!