domingo, 20 de agosto de 2017

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DEPOIS DA MORTE (O que é EQM?)
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Fato comum nas experiências de quase morte (EQM) é a percepção da continuidade da “vida”. As diferenças descritivas existentes prendem-se tão somente àquelas características de cada religião, assim, por exemplo, um cristão usa referências distintas daquelas de um budista.
As religiões têm como um dos fundamentos a continuidade da vida após a morte, as experiências fornecem as provas da ciência.
Ambas proporcionam respostas consistentes sobre o que ocorre após a morte, vista pelos materialistas, como o fim de tudo.
Há vários livros que falam sobre o assunto, entre eles:
Uma Prova do Céu, do Dr. Eben Alexander III – nele há o relato da jornada de um neurocirurgião à vida após a morte.
Aos 54 anos ele teve uma doença rara que o deixou em coma durante sete dias. Descreveu sua experiência como algo que lhe mostrou que a morte do corpo e do cérebro não é o fim da consciência, e que a existência humana continua no além-túmulo. E, mais importante ainda, ela se perpetua sob o olhar de um Deus que nos ama e que se importa com cada um de nós...
Fala com detalhes sobre um local escuro onde ouvia um som perturbador e grunhidos estranhos de animais. E do pedido em pensamento para sair daquele horrível local, foi quando teve uma bela visão – embora seu ateísmo o fizesse duvidar – uma luz branca transparente com raios dourados foi chegando mais perto, acompanhada de linda melodia. No centro da luz ele visualizou uma abertura que, podia libertá-lo dali. Ao passar por ela percebeu que voava sobre campos, rios, pessoas, árvores e flores de rara beleza. Seres angelicais se deslocavam acima das nuvens.
As perguntas que surgiam em sua mente eram prontamente respondidas.
Após sua saída do coma mudou a maneira de ser, entendendo a grandiosidade da vida, do Universo, de Deus. 
Outro livro: Morri para renascer de Anita Moorjani
Ela estava desenganada após um câncer devastador de quatro anos, e em determinado momento, ela sente um bem-estar que nunca havia sentido antes, acompanhado de um alívio profundo que chama de: o dia em que “morri”.
Anita, durante o coma, percebeu que o corpo reflete fielmente o estado interior. Aquilo que se pensa.
Descobriu que não era julgada, mas que estava envolvida por um amor incondicional. Entretanto havia se julgado e criticado por não satisfazer as expectativas dos outros.
Lições que trouxe após a experiência pós morte: quando diante de uma situação estressante, de grande ansiedade, de infelicidade ela se volta para dentro de si e cuida disso primeiro. Fica sentada quieta, às vezes ouve música ou caminha ao ar livre. Procura acalmar-se.
Ela percebeu que, ao fazer isso, seu mundo externo também muda, e muitos obstáculos simplesmente desaparecem sem que ela efetivamente faça alguma coisa.
Eu provei isso no Caminho de Santiago, após tentar com empenho e não conseguir realizar, ao meu modo, algo que queria, deixava que as coisas acontecessem livremente. Foi quando descobri que os resultados eram melhores do que eu desejava.
Algo chamou minha atenção em especial. O fato de Anita ter percebido não ser necessário passar por uma EQM para encontrar a cura ou para descobrir um grande propósito na vida. Na verdade, as coisas acontecem quando nós estamos prontos para que aconteçam.
Eu, pessoalmente, acredito que recebemos, durante a vida, diversos chamamentos para realizar aquilo de que gostamos, desenvolvendo nossos talentos. Todavia vamos ignorando – por comodismo, porque alguém nos diz o que fazer, além de outros tantos motivos – até que em determinado momento nossa missão se manifesta.
Uma das percepções mais significativas é: Seja você mesmo. Jamais o que os outros querem que você seja!
Anita afirma que um dos segredos mais bem guardados da nossa época: é a importância de amar a si mesmo! Essa ideia é geralmente considerada como egoísta.
Como diz o Evangelho: ... amar o próximo como a si mesmo!
Entendo eu que quando insistimos em manter um desequilíbrio – entre eles o desamor para consigo mesmo –, ele acabará atingindo a nossa estrutura molecular. Porém, quando nós nos harmonizamos cessa a causa e o efeito no corpo desaparece.
Outra colocação preciosa de Anita é quanto a religiosidade, pois na verdade não apenas aqueles que estão em uma organização religiosa ou que seguem caminhos espirituais são mais conectados com essas verdades. Há aqueles que a conseguem através da música, da arte em geral, através da natureza ou mesmo através de conhecimentos; enfim tudo que traga esclarecimento ao espírito.
Ela afirma que o estado do simplesmente deixar acontecer parece ser aquele em que a mudança mais positiva pode ocorrerPermita-se ser você mesmo, independentemente de quem você seja, e abrace tudo o que o fizer se sentir vivo.
Ser fiel a si mesmo é mais importante do que simplesmente tentar permanecer positivo. É melhor ter sentimentos negativos a respeito de coisas que o incomodam, porque é muito melhor sentir emoções genuínas do que refreá-las.
A vida exterior é, na realidade, apenas um reflexo do estado interior.
Viver em harmonia com o que realmente somos não significa apenas nos obrigarmos a repetir pensamentos positivos. Significa, na verdade, ser e fazer coisas que nos deixam felizes.
E, quando se conquista esse conhecimento, as coisas começam a acontecer, creio ser o que alguns chamam de Lei da Atração. Pois foi criado um campo propício e poderoso para conquistas.
As experiências têm particularidades, embora alguns elementos sejam comuns.
o   Passar por um túnel escuro, ou por um vale, para chegar a um lugar brilhante e cheio de vida;
o   Seres angelicais, às vezes alados como anjos da guarda que recepcionam aqueles que deixam o corpo físico;
o   A sensação de poder ver em todas as direções simultaneamente;
o   A sensação de estar acima do tempo linear;
o   Ouvir uma melodia celestial;
o   A percepção direta e instantânea de verdades que normalmente demoraria anos e muito estudo para compreender;
o   A percepção de um amor incondicional.

Finalizo com mais uma sábia recomendação de Anita: “ria com a maior frequência possível todos os dias e de preferência ria de si mesmo”.

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