
(IMAGEM GOOGLE)
REFLEXÕES
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre
Recebi um dia desses, de uma amiga, pelo WhatsApp, as palavras,“Hoje é
dia de ser feliz!”, e continuava com a sentença:
“É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa
não deu certo”. (O Pequeno Príncipe)
A frase contém uma mensagem para a vida toda, pois a vida é feita de
tentativas, algumas dão certo, outras não.
Como eu não me recordava se a frase era do livro, claro, lá fui eu
realizar minha pesquisa. E, assim reli a deliciosa obra de Antoine de
Saint-Exupéry.
A genial obra, apenas aparentemente infantil, coloca o ponto de vista da
criança com suas críticas ao comportamento antinatural do adulto.
Desde as primeiras páginas o autor nos convida a refletir. A
interpretação dos desenhos sob a ótica adulta é sensivelmente diferente da
infantil.
O adulto vê o desenho de forma minimalista, a criança o vê através da
imaginação e de tudo aquilo que povoa seu pensamento; preferencialmente o que
lhe proporciona prazer.
O adulto exercita o senso prático que tolhe a liberdade de criar, de deixar-se
levar sem regras censoras, não permite o voo da sua imaginação.
Com bom senso, o indivíduo vive melhor quando não se submete a todas as regras,
mas vive a sua verdade, ou seja, aquilo que sente, e o que entende lhe fazer bem.
As normas, hábitos e tradições por vezes tolhem o indivíduo em sua
identidade.
As experiências tais como os desafios, a sensação de angústia, o tédio, a
ansiedade e os gostos, são muito próprias de cada um; assim sendo definições ou
fórmulas prontas para grupos não irão satisfazer as diferentes necessidades.
Cada pessoa é um universo à parte, e regras comportamentais coletivas
devem ser usadas tão somente como referências, não como paradigmas, ou seja, não
são modelos a serem seguidos por todos indistintamente.
Seguramente entre as conquistas da humanidade a liberdade está entre as
mais importantes.
Felizmente hoje, veem-se, não poucos, jovens trocando altos salários por
empregos que não firam seus princípios e que lhes dê a possibilidade de fazerem
aquilo que gostam.
A saúde física e mental de cada um desses jovens os agradecerá no
futuro.
Viver é sinônimo de viver bem, jamais de apenas sobreviver.
Antoine de Saint-Exupéry, como a maioria dos homens geniais, estava à
frente de seu tempo. Seu “O Pequeno Príncipe” confirma isso.
A vida é uma só e urge vivê-la plenamente dentro das possibilidades. Romper as amarras para ser feliz pode não deixar ninguém rico materialmente, mas a riqueza escondida dentro da alma é que conta. Boa lembrança reler Saint-Exupèry. Abraço.
ResponderExcluirAs coisas que nos fazem verdadeiramente felizez, caro Darci, são sempre aquelas que o dinheiro não compra.
ResponderExcluirResumindo: Aquelas que atendem à inteligência e ao coração!