
(IMAGEM GOOGLE)
VIDA CONTEMPORÂNEA
By Celso Ghebz Ghelardino
Gutierre
Em 1936 o genial Charles Chaplin
lançou “Tempos Modernos”, aclamado pela crítica quando lançado, é hoje
considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.
O filme, altamente crítico,
mostra o personagem tendo um colapso nervoso por trabalhar praticamente de
forma escrava em uma indústria.
Setenta e nove anos após, sua
mensagem, continua bastante atual.
Nos dias de hoje existe aquilo
que eu chamo de auto escravidão.
Com a esperança de ver sua
carreira profissional em ascensão contínua há quem se estabeleça uma rotina
insana.
A pessoa conclui a faculdade, por
vezes, feita à noite enquanto trabalha durante o dia, aí alguém diz que apenas
uma Faculdade é pouco, e lá vai ela para a segunda faculdade; no entanto não
para por aí, pois há que saber falar língua estrangeira, entretanto, dizem que uma
é pouco, no mínimo duas, talvez três; além do domínio de informática. Mas isso não
é tudo, pois em nome de uma boa carreira é preciso desenvolver, também,
“network”!
E, o que é “network”? Segundo
definição na internet: eventos que têm o objetivo de estimular relacionamentos
entre profissionais e aumentar a sua rede de contatos. É “marketing” boca a
boca, para conversar e se conhecer.
Por vezes encontros em eventos,
jantares etc. Ou seja, o indivíduo vai a um evento, não por prazer, mas para
investir.
Ademais, sempre há cursos
profissionalizantes de curta duração, há uma infinidade deles à disposição.
Feito tudo isso eu pergunto: existe
limite?
Outra pergunta: o maior
investimento foi o tempo. Dizem que tempo é dinheiro. Eu discordo. Tempo é
muito mais valioso do que dinheiro. Dinheiro pode ser recuperado em caso de
prejuízo, porém o tempo nunca mais.
Tempo que podia estar sendo
utilizado para realizar coisas que proporcionam prazer, alegria, cultura,
aliás, a verdadeira cultura, que não é ensinada em nenhuma escola. Aquela,
sinônimo de sabedoria, que ensina como viver bem, a encontrar a felicidade, a enfrentar
os próprios traumas pessoais, a superar os conflitos internos, a encontrar as
próprias respostas.
Alguém pode dizer, mas nas férias
(quando é possível tirá-las) eu faço tudo isso. Mentira! Não faz não.
E como, muitos, utilizam quinze
ou dezesseis horas do dia para TER mais cursos profissionalizantes, mais
“network” no trabalho, além da carga diária de trabalho, tudo para TER mais
condições, mais dinheiro, objetivando comprar mais e mais coisas, não se
preocupam em SER. Entretanto somente quando se consegue SER, a verdadeira
felicidade é conquistada.
Troca-se o real pelo ilusório e quando se percebe o engano
às vezes é tarde demais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário