quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017


(IMAGEM GOOGLE)

VIDA CONTEMPORÂNEA
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre

Em 1936 o genial Charles Chaplin lançou “Tempos Modernos”, aclamado pela crítica quando lançado, é hoje considerado um dos melhores filmes de todos os tempos.
O filme, altamente crítico, mostra o personagem tendo um colapso nervoso por trabalhar praticamente de forma escrava em uma indústria.
Setenta e nove anos após, sua mensagem, continua bastante atual.
Nos dias de hoje existe aquilo que eu chamo de auto escravidão. 
Com a esperança de ver sua carreira profissional em ascensão contínua há quem se estabeleça uma rotina insana.
A pessoa conclui a faculdade, por vezes, feita à noite enquanto trabalha durante o dia, aí alguém diz que apenas uma Faculdade é pouco, e lá vai ela para a segunda faculdade; no entanto não para por aí, pois há que saber falar língua estrangeira, entretanto, dizem que uma é pouco, no mínimo duas, talvez três; além do domínio de informática. Mas isso não é tudo, pois em nome de uma boa carreira é preciso desenvolver, também, “network”!
E, o que é “network”? Segundo definição na internet: eventos que têm o objetivo de estimular relacionamentos entre profissionais e aumentar a sua rede de contatos. É “marketing” boca a boca, para conversar e se conhecer.
Por vezes encontros em eventos, jantares etc. Ou seja, o indivíduo vai a um evento, não por prazer, mas para investir.
Ademais, sempre há cursos profissionalizantes de curta duração, há uma infinidade deles à disposição.
Feito tudo isso eu pergunto: existe limite?
Outra pergunta: o maior investimento foi o tempo. Dizem que tempo é dinheiro. Eu discordo. Tempo é muito mais valioso do que dinheiro. Dinheiro pode ser recuperado em caso de prejuízo, porém o tempo nunca mais.
Tempo que podia estar sendo utilizado para realizar coisas que proporcionam prazer, alegria, cultura, aliás, a verdadeira cultura, que não é ensinada em nenhuma escola. Aquela, sinônimo de sabedoria, que ensina como viver bem, a encontrar a felicidade, a enfrentar os próprios traumas pessoais, a superar os conflitos internos, a encontrar as próprias respostas.  
Alguém pode dizer, mas nas férias (quando é possível tirá-las) eu faço tudo isso. Mentira! Não faz não.
E como, muitos, utilizam quinze ou dezesseis horas do dia para TER mais cursos profissionalizantes, mais “network” no trabalho, além da carga diária de trabalho, tudo para TER mais condições, mais dinheiro, objetivando comprar mais e mais coisas, não se preocupam em SER. Entretanto somente quando se consegue SER, a verdadeira felicidade é conquistada.
Troca-se o real pelo ilusório e quando se percebe o engano às vezes é tarde demais.

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