terça-feira, 24 de janeiro de 2017

(IMAGEM C.GUTIERRE)

UMA TARDE DE OUTONO
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre 

Em uma tarde de outono, o ano era 2014, o céu encontrava-se azul e lindo. Senti uma forte compulsão para escrever, fui até a sala do meu apartamento, em um bairro tranquilo em que morava. Sentei-me confortavelmente colocando o notebook sobre um aparador que ficava diante de imensa janela, e ali à minha frente reluzia toda a beleza do entardecer.  Fui escrevendo aleatoriamente, as palavras surgiam e eu as digitava. Quando terminei, percebi que parecia uma prece e como tal a chamei “Prece da tarde”.

Prece da tarde
Senhor, neste final de tarde, à minha frente,
descortina-se um céu azul de rara beleza.
Algumas alvas nuvens espaçadas, destacam-se lembrando
pintura por trincha, nas mãos do artista Divino.
Recordo-me, então, das muitas vezes em que eu procuro
a felicidade em coisas as quais não posso ter.
A tristeza, nesses momentos, chega sorrateira e rápida, expulsando a alegria.
Entendo agora, ao observar o horizonte percebo que, a felicidade
está em tudo, no céu, no mar, nas flores, no sorriso puro da criança.
Nem tudo o que desejo, embora eu queira muito, é seguramente
algo que vai me fazer feliz. 
Compreendi que, para ser feliz basta viver em harmonia
com tudo isso, que nos é dado gratuitamente, 
mas que nem sempre é percebido. 

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