segunda-feira, 5 de dezembro de 2016


James Dean (Capítulo VIII)
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre


Sua vida pessoal, segundo seus amigos, havia mudado, até com relação a Hollywood ele estava mais sereno. Embora, por baixo dessa nova aparência o espírito rebelde continuava atuante. Disse para um jornalista: “Se fosse preciso escolher, eu escolheria receber vaias a receber bocejos”.


 O espírito rebelde continuava atuante. Disse para um jornalista: “Se fosse preciso escolher, eu escolheria receber vaias a receber bocejos”.

Tinha a intenção de formar sua própria produtora. Queria fazer um filme biográfico sobre o grande piloto de corridas italiano Tazio Nuvolari que tinha o apelido de “O filho do diabo”, que havia sido enterrado com o capacete de corrida e o volante ao seu lado. Outro projeto que ele desejava muito era fazer um filme não romanceado – como era comum – sobre o fora da lei Billy the Kid.
Sua mente andava, também, ocupada com as corridas. Embora a promessa feita a Stevens a ideia não sai de sua cabeça. A adrenalina motivada pela estratégia para vencer e o risco eminente de um acidente era tentadora para ele.
Após retornar do Texas, onde filmara Assim Caminha a Humanidade, Dean procurava um carro mais competitivo e achou em 21 de setembro de 1955. Era um Porsche 550 Spyder, a carroceria era feita de chapa de alumínio e atingia 240 Km/h – para a época era algo inusitado. Esse carro é um ícone da Porsche, foram construídos apenas 67 deles.
 Era um Porsche 550 Spyder, a carroceria era feita de chapa de alumínio e atingia 240 Km/h – para a época era algo inusitado.

Entre o final de setembro e início de outubro Juventude Transviada teve uma pré-estreia surpresa e Jimmy estava presente.
Nessa época também, terminaram os trabalhos em Assim Caminha a Humanidade. A última cena era a do banquete em que seu personagem desmaia bêbado diante de um salão repleto de convidados homenageando-o.
Segundo seu antigo professor, Lee Strasberg, a cena era dificílima e Dean a fizera soberbamente.
O amigo e mecânico Rolf Weutherich o havia aconselhado a utilizar mais o novo Porsche para pegar “as manhas”. E foi o que fez na estrada para Santa Barbara. Quando voltava do 

2 comentários:

  1. Embora haja discordância de opiniões, para mim, Dean foi um dos maiores atores de todos os tempos, além de ser uma marca de rebeldia. É um ícone da revolução cultural que ocorreu na década de 50, por isso a minha homenagem de fan (naturalmente)... Ah, eu tive uma réplica da Porsche Spyder 550 igual a que ele morreu! Não sei se você já a viu nas minhas fotos, acho que sim, pois fiz uma montagem em um dos capítulos sobre o ator.

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