quarta-feira, 24 de agosto de 2016

EVOLUÇÃO

A evolução, tal qual a aurora, chega depois da quase escuridão total da noite, alumiada aqui e acolá pelo brilho das estrelas faiscantes e pela lua serena e soberba. Mas a alvorada começa lentamente, primeiramente com a transformação, localizada, na cor do céu, de uma vermelhidão muito tímida, que vem num crescente logo atingindo toda a linha do azimute.  Tudo se transforma, o astro rei vem com o poder do seu brilho e luz, acompanhada de toda uma corte de encantamento; o aroma suave da brisa amena; o contorno das árvores resplandecentes de luz; os pássaros – cantores da natureza – com o seu gorjear sinfônico; é um novo dia que se inicia cheio de claridade, que proporciona a descoberta de um mundo magnífico que houvera ficado velado pela ausência da luz que impressiona a retina.
A nossa jornada é assim, repleta de obstáculos, não observadas pela nossa ignorância, ainda que, vez por outra uma pequena luz – das conquistas do espírito – sinalize o caminho certo. Demora, mas em determinado instante, o nosso dia também chega, acompanhado da compreensão serena dos mecanismos da natureza. Momento que ultrapassa a elevação que, muitas vezes, nos leva às lágrimas, dos sentimentos intensos da vivência dos ensinamentos do Mestre; é o momento em que tiramos dessa beleza a sublime lição, aquela que sensibiliza e nos modifica; é aí que vibra o espírito em um plano mais alto e, é quando exemplificamos a semelhança do Cristo.
                                                                                             
By Celso Ghebz Ghelardino Gutierre


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